O valor se baseia, principalmente, da transferência de projetos de revitalização (Revits) para o portfólio de avaliação e de outras otimizações de curto prazo, destaca o relatório assinado pela analista Monique Grecco.
Os investidores projetam capex caixa em 2026, na média, de US$ 16,2 bilhões, o que representa cerca de 88% do total, e ligeiramente abaixo da estimativa do banco de investimentos, de US$ 16 bilhões.
Já o capex para o período de cinco anos deverá ficar em torno de US$ 106 bilhões (versus os atuais US$ 111 bilhões), com redução de US$ 7-10 bilhões na carteira de implementação. “Qualquer corte relevante tende a ocorrer mais no meio do plano, ou seja, 2027/2028”, cita o BBA.
A expectativa para a produção de petróleo em 2026 varia de 2,53 a 2,64 milhões de barris por dia (mbpd), com média de 2,58 mbpd, próxima do guidance atual de 2,4 mbpd. A estimativa do Itaú BBA é de 2,6 mbpd.
Sobre as projeções para a dívida bruta total, as conversas com investidores revelaram a preocupação de que, em um cenário de petróleo abaixo de US$ 65 em 2026, a companhia possa ultrapassar o limite de dívida bruta de US$ 75 bilhões.
A especialista observa também que se o Plano indicar redução de despesas operacionais, o efeito deve ser “positivo” na Petrobras (PETR3; PETR4). “O mercado hoje se concentra nas possíveis mudanças de capex e não considera cortes de opex em seus modelos”.