Tartaruga Verde entrou em operação em 2018, enquanto Espadarte produz desde 2000. Juntos, entregam cerca de 55 mil barris de óleo equivalente por dia, a partir do FPSO (sigla que se traduz por, Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Cidade de Goytacazes. Atualmente, são 14 poços em operação, com espaço para expansão.
Do outro lado da mesa estava a Petronas, estatal da Malásia e uma das maiores companhias de energia do mundo, que detinha 50% de participação nos campos. A fatia havia sido negociada com a Brava, mas a Petrobras, já sócia e operadora, tinha prioridade contratual para igualar a proposta. Foi exatamente o que aconteceu. Ao exercer esse direito, a estatal brasileira herdou os termos do acordo e passará a deter 100% dos ativos, em uma transação de US$ 450 milhões, ainda sujeita à aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para a XP, o negócio faz sentido operacional, mas tem peso limitado para a Petrobras. O valor da aquisição representa entre 0,2% e 0,5% do valor de mercado da companhia, o que reduz o potencial de impacto no preço das ações. Ainda assim, há ganhos de eficiência. Com controle total, a empresa passa a ter mais liberdade para decidir investimentos, ritmo de produção e desenvolvimento futuro dos campos.
O contraste aparece com mais nitidez no caso da Brava.
Para a companhia, o ativo poderia gerar um valor relevante, estimado entre US$ 250 milhões e US$ 470 milhões em valor presente, o que chegaria a até 28% de seu valor de mercado. A perda da operação, portanto, retira uma peça importante de crescimento.
Por volta das 13h (de Brasília), enquanto as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operavam em alta, com avanço de 2,91% nas ordinárias, a R$ 51,58, e de 3,23% nas preferenciais, a R$ 47,05, embaladas pela valorização do petróleo e pelo reforço de portfólio, os papéis da Brava (BRAV3) recuavam 2,58%, a R$ 18,16, liderando, com folga, as perdas do Ibovespa.
Com informações da Broadcast