Como esperado, a estatal manteve foco na área de Exploração e Produção (E&P), que ficará com US$ 77,3 bilhões, cerca de US$ 4 bilhões ou 5,5% a mais do que o previsto no plano anterior. Esse montante representa 69,3% do total a ser investido nos próximos cinco anos.
O pré-sal segue como o maior foco da Petrobras, para o qual será destinado 60% desse investimento previsto em E&P.
Já a frente de exploração de petróleo e gás receberá US$ 7,9 bilhões até 2029, US$ 400 milhões ou 5,3% a mais que o destinado no ano passado para a procura de petróleo.
Dívida bruta da Petrobras
A Petrobras aumentou o limite de sua dívida bruta para um teto de US$ 75 bilhões no Plano Estratégico 2025-2029. Antes, esse limite era de US$ 65 bilhões.
A estatal fala em um “intervalo de referência” dessa dívida bruta de US$ 55 bilhões a US$ 75 bilhões, com convergência no patamar de US$ 65 bilhões.
A mudança, diz a Petrobras no documento, é “aderente à minimização do custo de capital, aos riscos do fluxo de caixa e a uma gestão eficiente de caixa e liquidez”. Segundo a companhia, o novo teto “considera métricas de alavancagem robustas, mesmo em cenários de baixos preços do Brent, além de proporcionar maior flexibilidade em relação à crescente relevância dos afretamentos na dívida bruta”.
Caixa mínimo da Petrobras
Já o caixa mínimo a ser mantido pela companhia caiu de US$ 8 bilhões para US$ 6 bilhões.
O fluxo de caixa previsto fica entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões, segundo o novo plano. Já a geração de caixa operacional prevista pela Petrobras para os próximos cinco anos varia entre US$ 190 bilhões e US$ 210 bilhões.