A Petrobras (PETR4) fechou o 4T25 com alta de 18,6% na produção de óleo e gás, alcançando 3,081 milhões de boed. No ano, produção média cresceu 11,1%, segundo relatório enviado à CVM. (Imagem: Adobe Stock)
A Petrobras (PETR3; PETR4) fechou o quarto trimestre do ano com produção média de 3,081 milhões de barris diários (boed) de óleo equivalente (petróleoe gás natural), uma alta de 18,6% na comparação com igual período do ano passado. No ano, a produção média foi de 2,960 milhões de boed, 11,1% maior.
Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o período de outubro a dezembro apresentou queda de 1,1% na produção. As informações constam no relatório de produção da Petrobras, divulgado nesta terça-feira, 10.
No documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal coloca entre os principais fatores para o aumento da produção o aavanço da capacidade de produção dos FPSOs (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias e a maior eficiência operacional, de 3,6 ponto percentual (p.p) acima do resultado de 2024, principalmente em plataformas da Bacia de Santos.
“Em 2025, a Petrobras alcançou o melhor resultado dos últimos dez anos ao adicionar 1,7 bilhão de boe em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo diante de uma produção recorde”, destaca o documento.
A produção comercial de óleo e gás foi de 2,737 milhões de boe/d no quarto trimestre de 2025, alta de 19,6% ante o quarto trimestre de 2024, e queda de 1,1% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
A produção de petróleo foi de 2,504 milhões de barris por dia (bpd) de outubro a dezembro do ano passado, 19,8% maior do que no quarto trimestre de 2024. Já em relação ao trimestre até setembro, a queda foi de 0,6%.
A produção de gás natural totalizou 577 mil boe/d, alta de 13,8% na comparação com um ano antes, e queda de 2,9% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
No pré-sal, foram produzidos 2,114 milhões de barris diários (boed) no quarto trimestre, alta de 20,1% ante o quarto trimestre de 2024 e variação negativa de 0,1% contra o terceiro trimestre do ano.
Petrobras: Venda interna de derivados sobe 0,7% no 4tri25 ante 4tri24
O volume total de vendas de derivados da Petrobras no mercado interno subiu 0,7% no quarto trimestre de 2025 ante o quarto trimestre do ano anterior, para 1,771 milhões de barris por dia (Mbpd). No ano, as vendas avançaram 1,6%, a 1,747 Mbpd. No diesel, as vendas subiram 7,7% em um ano para 787 mil bpd. Na comparação do quatro trimestre com os três meses imediatamente anteriores, o recuo foi de 2,7%. Com relação à gasolina, a retração foi de 0,5% ante o quarto trimestre de 2024, para 430 mil bpd.
Produção total
Já a produção total de derivados da estatal no quarto trimestre caiu 6,4% em relação ao mesmo período de 2024, para 1.702 milhão de barris por dia (Mbpd). A produção teve queda de 2,9% na comparação com o primeiro semestre de 2024, para 1,732 de Mbpd.
O fator de utilização total (FUT) do parque de refino ficou em 89% de outubro a dezembro, ante 95% no mesmo período de 2024. Esse resultado, informou a Petrobras, que possibilitou a produção de 1,702 mbpd de derivados, se deu pela manutenção e implantação do projeto de ampliação de capacidade da destilação (+19 mbpd) na REVAP, onde houve uma redução de 5,0% na utilização do parque em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, a produção de diesel recuou 9,6%, para 666 mil bpd, enquanto a produção de gasolina caiu 4,1%, para 416 mil bpd. Ante os três meses anteriores, os dois produtos tiveram queda de produção, de 7,6% e 1,0%, respectivamente.
Exportações sobem 78,6% no 4T25
As vendas da Petrobras para o mercado externo avançaram 78,6% no quarto trimestre de 2025 ante ao mesmo período do ano anterior, para 1,236 milhões de barris por dia (Mbpd). A China foi maior compradora de petróleo, com 52% do total.
O diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, destaca que a estatal avalia constantemente todos os mercados e ampliou os contratos de venda de petróleo com as principais refinadoras estatais indianas. “Os contratos, válidos até março de 2027, podem totalizar até 60 milhões de barris“.