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Petróleo fecha em alta, em sessão volátil, mas com recuperação

Riscos com Evergrande na China seguiram no radar, mas commodity se recuperou com dólar e notícias do setor

Máquina realiza extração em poço de petróleo
(Foto: Evanto Elements)

Os contratos futuros de petróleo alternaram ganhos e perdas, ao longo do pregão desta terça-feira (21), mas o sinal positivo prevaleceu, com recuperação parcial da commodity após as perdas mais fortes de ontem, quando a cautela com a China peso mais. Hoje, os potenciais riscos da potência seguiram no radar, mas houve espaço para ajuste parcial nos preços do óleo, com a ajuda do câmbio e em meio a notícias do setor.

O petróleo WTI para novembro fechou em alta de 0,50% (US$ 0,35), a US$ 70,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 0,60% (US$ 0,44), a US$ 74,36 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

A Rystad Energy destacou, em relatório a clientes, a volatilidade do dia de hoje. Segundo a consultoria, os preços por fim terminaram com quadro positivo, com as dificuldades dos EUA para aumentarem a oferta se sobrepondo a preocupações com um possível default da incorporadora chinesa Evergrande. Analistas, de qualquer modo, seguem atentos a potenciais riscos com a empresa e seus potenciais impactos para a economia do país, inclusive para as commodities.

No câmbio, o dólar recuou frente a outras moedas fortes, o que torna o contrato mais barato para os detentores de outras moedas e tende a apoiar a demanda.

O Commerzbank considera que o mercado de petróleo deve permanecer “apertado”, contanto que preocupações sobre a demanda não se materializem. Para o banco, a produção dos EUA no Golfo do México deve continuar a enfrentar dificuldades por mais tempo do que o antes antecipado.

No noticiário, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que não há motivo para a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alterar seus planos para a oferta neste momento. Já o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, considerou que a covid-19 continua a ser o maior risco para o mercado, do quarto trimestre em diante, mas viu o cenário atual como “encorajador”, com os avanços na vacinação.

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