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A dívida líquida da companhia alcançou R$ 55,3 bilhões, um avanço de 43,4% em 12 meses, elevando a alavancagem para 5,3 vezes o Ebitda (sigla em ingles para Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado – bem acima das 3,0 vezes observadas no ano anterior.
Embora o prazo médio das obrigações siga em 7,6 anos e o caixa some R$ 17,3 bilhões, o BB-BI alerta que a forte queima de caixa operacional, o custo financeiro maior com CDI elevado, sucessivos rebaixamentos de rating por Moody’s, S&P e Fitch e a percepção de risco de renegociação devem limitar severamente o acesso a novas fontes de financiamento.
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Nesse cenário, o banco de investimentos considera indispensáveis a venda de ativos relevantes e/ou uma capitalização para reequilibrar a estrutura de capital e evitar medidas mais gravosas aos credores.
O BB-BI ressalta que a percepção de risco aumentou depois de a companhia contratar assessores financeiros e legais para avaliar alternativas de reestruturação, incluindo a possibilidade de haircut (desconto) na dívida. Persistem também dúvidas sobre a capacidade e a disposição dos controladores em liderar uma capitalização adequada às necessidades da empresa.
No campo operacional, a Raízen vive um momento “bastante desafiador”. A distribuição de combustíveis no Brasil mostra resiliência, com crescimento de volumes, margens melhores e avanço do Ebitda devido a mix mais favorável, precificação e concorrência mais racional. Em contrapartida, o segmento sucroenergético sofre pressão de queda na moagem, menor produção de açúcar e etanol e pior diluição de custos, provocando forte retração do Ebitda.
Esse contraste, somado ao alto custo financeiro, culminou em prejuízo significativo no terceiro trimestre do ano-safra 2026, agravado por impairment de R$ 11,1 bilhões. Para preservar liquidez, a companhia reduziu investimentos, priorizou capex (despesas de capital) de manutenção e acelerou a venda de ativos.
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O BB-BI lembra ainda que durante a teleconferência com analistas em 13 de fevereiro, a administração confirmou negociações para alienar refinarias na Argentina, mas não detalhou outras medidas.
“No entanto, isoladamente, a venda não é suficiente para equacionar o endividamento”, reflete o banco.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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