Segundo relatório assinado pelos analistas Leandro Bastos e Renan Prata, embora NotreDame (NDI) se destaque com 11,7 reclamações relacionadas a questões de cobertura por 1.000 beneficiários em 2023, os 5,9 da Hapvida permanecem alinhados com a média do setor, de 5,7. As reclamações de ambos cresceram menos do que a média do setor, que é de 44% entre 2021-23, ficando em 30% (NDI) e 39% (Hapvida). No levantamento do Citi, SulAmerica e Bradesco (BBDC4) foram as empresas que registraram o crescimento mais rápido nas reclamações, de 83% e 64%, respectivamente.
Além disso, de acordo com dados do portal “Reclame Aqui”, o índice de solução (medida pelo porcentual de reclamações efetivamente solucionadas) tanto do NDI quanto da Hapvida permanece acima da média quando comparado a outros prestadores de cuidados de saúde importantes, apesar de ambos apresentarem alguma deterioração ano a ano, segundo o Citi.
“Embora existam muitas limitações a estes ‘proxies’ de satisfação, os dados sugerem uma deterioração mais ampla nos níveis de satisfação da indústria nos últimos anos, em vez de algo específico da empresa”, escrevem os analistas.
O banco destaca que a judicialização em toda a cadeia de saúde brasileira tem aumentado rapidamente nos últimos anos, potencialmente alimentada por desenvolvimentos regulatórios recentes, incluindo o processo cada vez mais dinâmico para incorporação de medicamentos/procedimentos (semestralmente desde 2021) e aprovação da implantação mais ampla dos procedimentos (rol) da ANS em 2022.
O banco tem recomendação de compra para as ações da Hapvida, com preço-alvo de R$ 6, o que representa um potencial de alta de 49,3% em relação ao fechamento de sexta-feira (19).