Atualmente, o patrimônio líquido do fundo é de aproximadamente R$ 60 milhões. Os proventos do SNFZ11 começarão a ser pagos aos seus cotistas, em setembro, referente ao resultado de agosto, com guidance de distribuição constante de R$ 0,055 por cota. Essa estratégia foi adotada como um “hedge”, visando à proteção contra maiores variações na distribuição de rendimentos, já que 80% é relativo aos CRAs, e 20% aos arrendamentos, que possuem seu preço variável em função dos preços das sacas da soja.
Alguns motivos explicam o porquê de a demanda por parte do investidor nesse segmento ainda ser tímida, segundo o diretor de investimentos (CIO, na sigla em inglês) da Suno Asset, Vitor Duarte. Ele cita a dificuldade de estruturação de investimentos que atendam às demandas dos investidores por liquidez e rentabilidade, assim como o perfil ilíquido e de longo prazo destes investimentos. Além disso, Duarte pontua que há desconhecimento de muitos investidores das peculiaridades da tese para encontrar boas opções e, principalmente, saber como valorizá-las ao longo dos anos.
“O fundo também possui exposição a créditos da cadeia agropecuária (CRA) que se destinam exatamente aos investimentos necessários para contribuir com a valorização patrimonial das fazendas adquiridas pelo fundo, gerando receita mensal para o SNFZ11 proveniente do pagamento de juros do CRA. Isso cria um ciclo virtuoso e equilibrado de investimentos verticalizados, em que o CRA possibilita os investimentos em infraestrutura e modernização das terras, sendo que o fundo ganha com ambas as estratégias”, completa o executivo.