No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos operava estável em 4,222%, o da T-note de 10 anos reduzia a 3,477% e o do T-bond de 30 anos cedia a 3,517%.
De acordo com o economista-chefe do Instituto para Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), Robin Brooks, a perda de força dos juros durante as falas de Powell ocorreu pois o presidente do Fed não deu sinais hawkish para o mercado, mesmo após o relaxamento recente das condições financeiras, que ocorreu mesmo enquanto o Fed sobe os juros.
O Credit Suisse, por sua vez, foca no comentário de que o Fed precisaria de mais evidências de queda da inflação para pausar a alta de juros. A fala de Powell “torna improvável que mais uma ou duas leituras de inflação encorajadoras sejam suficientes para levar a uma pausa antes das próximas reuniões” do Fed, de acordo com o banco.
Além da decisão e das falas de Powell, o mercado observou as atualizações nas projeções dos dirigentes do Fed para o juro básico nos EUA. Até o fim de 2023, a maioria dos membros do Fomc esperam juro de 5% ou mais, corroborando a ideia defendida por dirigentes do Fed de juros altos por tempo prolongado.
Considerando mais um aumento de 50 pb dos Fed funds em fevereiro e uma alta final de 25 pb em março, encerrando o ciclo, o BMO Capital Markets projeta que o “valor justo” para o juro da T-note de 2 anos é de 4,269%.