

O rendimento dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries) subia nesta terça-feira (10), enquanto o mercado mantém a expectativa pelos dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que serão divulgados nos próximos dias, para traçar uma possível trajetória do corte das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O CPI pode ser o último dado econômico importante para fortalecer ou alterar a expectativa de corte de 25 pontos-base (pb) pelo BC americano.
Perto do horário de fechamento da Bolsa de Nova York às 18h00 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 4,141%; o da T-note de 10 anos avançava a 4,222%; e o da T-note de 30 anos tinha alta a 4,415%. Durante a sessão, os juros chegaram a perder força após a leitura do custo unitário de mão de obra, que subiu menos que o esperado no terceiro trimestre nos EUA, mas logo retomaram a alta.
De acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, atualmente as apostas para um corte menos agressivo, de 25 pb, são majoritárias e giram em torno de 86,1%, enquanto para a manutenção dos juros é de apenas 13,9%.
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De acordo com análise do BMO Capital, no radar dos investidores está a decisão de outros BCs importantes, como a do Banco Central Europeu (BCE) – que acontece na quinta-feira -, e dos Bancos da Inglaterra e do Japão – ambas na próxima semana.
“Estamos ponderando se as flexibilizações monetárias já foram totalmente contabilizadas e se uma tendência ‘construtiva’ no mercado de títulos do Tesouro está ignorando a gravidade da potencial reflação no próximo ano”, explica.
A tensão geopolítica no Oriente Médio – especialmente entre Síria e Israel – não gerou reflexos para os Treasuries.
Em leilão realizado hoje, o Departamento do Tesouro dos EUA leiloou US$ 58 bilhões em T-notes de 3 anos, com a taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, em 2,58 vezes, também acima da média recente, de 2,56 vezes.