No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos estava estável a 4,313%, o da T-note de 10 anos tinha baixa a 4,525% e o do T-bond de 30 anos recuava a 4,716%.
A leitura do PCE veio levemente menor do que o mercado esperava, ao mesmo tempo em que o consumo e a renda cresceram menos que o previsto. A Oxford Economics aponta que os consumidores estão caminhando para 2025 com bases sólidas. Entretanto, embora a inflação continue elevada, há poucos sinais de voltar a acelerar.
Nesta sexta-feira, os republicanos da Câmara dos EUA preparam um novo plano para evitar uma paralisação do governo à meia-noite. O Partido Republicano tenta formular um Plano C, depois que um Plano A bipartidário lançado na terça-feira foi detonado por Donald Trump e seu aliado Elon Musk, e um Plano B foi rejeitado de forma retumbante em uma votação no plenário na noite desta quinta-feira.
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Nova York, John Williams, afirmou hoje que a resiliência da atividade americana ajuda a impulsionar os juros longos dos Treasuries. “A economia está em um lugar muito bom”, disse. O dirigente projetou crescimento de cerca de 2,5% do PIB americano em 2024. Williams acrescentou que o mercado de trabalho está esfriando, mas que não há uma deterioração, uma vez que o emprego arrefece de um nível de superaquecimento. O dirigente negou ainda que os juros estejam no nível neutro, aquele que nem comprime nem impulsiona a economia. No entendimento dele, a política permanece restritiva.
Apesar da perspectiva mais agressiva apresentada pelo Fed nesta semana, a Oxford Economics espera que os rendimentos dos Treasuries de duração mais curta diminuam em 2025, em um contexto de melhoria gradual da inflação e de mais cortes nas taxas, tornando a curva mais inclinada, à medida que as taxas de longo prazo permanecem elevadas. Contudo, o equilíbrio dos riscos para o cenário base da consultoria é que os juros permaneçam mais elevadas. “O Fed poderá aliviar menos do que no nosso cenário base se a inflação for mais rígida, com o forte crescimento econômico mantendo as taxas elevadas”, avalia.