O anúncio do nome de Fabio Mader como novo CEO da CVC, substituindo Fabio Godinho, está alinhado com os planos de expansão da companhia, avalia o Santander, que vê a mudança como um “passo natural” diante da experiência do executivo.
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O anúncio do nome de Fabio Mader como novo CEO da CVC, substituindo Fabio Godinho, está alinhado com os planos de expansão da companhia, avalia o Santander, que vê a mudança como um “passo natural” diante da experiência do executivo.
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“Acreditamos que a nomeação está bem alinhada com a fase atual da CVC, visto que a empresa deverá continuar buscando crescimento e maior rentabilidade, ao mesmo tempo em que busca um balanço patrimonial mais saudável em termos de alavancagem”, afirmam os analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
A avaliação é reforçada, segundo o banco, pela vasta experiência de Mader no setor, com mais de 20 anos no turismo e quase 15 anos na CVC (CVCB3), além de um histórico consistente de entrega de melhorias de produto nos últimos anos.
Os analistas do Santander destacam ainda que Godinho deixa a empresa após desempenhar um “papel fundamental” na reestruturação da companhia após o período mais desafiador da pandemia. “Consideramos esta mudança como um próximo passo natural na estratégia existente, e não como uma alteração significativa”, concluem.
Na mesma linha, o Citi classifica a troca de comando como neutra e potencialmente positiva, avaliando que a CVC tende a se beneficiar da experiência de Mader à medida que entra em uma fase mais estável. “A empresa deve se beneficiar da vasta experiência técnica de Mader, especialmente em produtos e precificação”, afirmam os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein.
O banco lembra que Mader já atuou como vice-presidente de produtos e receita e gerente nacional para a Argentina, funções nas quais suas contribuições foram consideradas fundamentais para o desenvolvimento da marca, incluindo a criação de destinos relevantes e o estímulo à demanda dos clientes. Antes da CVC, o executivo passou por cargos como diretor comercial da Gol, diretor comercial e de marketing da WebJet e CEO do GJP Hotels Group.
Apesar da leitura construtiva sobre a mudança de gestão, Santander e Citi mantêm recomendação neutra para a CVC (CVCB3), citando principalmente o elevado nível de endividamento, que limita o potencial de valorização das ações. O Santander tem preço-alvo de R$ 2,40, o que implica potencial de queda de 9%, enquanto o Citi estipula R$ 2,50, com queda potencial de 7,4% em relação ao fechamento de ontem. Ainda assim, o Citi reconhece a recente reestruturação e as melhorias no resultado financeiro promovidas pela atual gestão.
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