A onda de demissões ocorrem na esteira da aquisição do concorrente direto Credit Suisse, que era o segundo maior banco da Suíça, pelo próprio UBS. O Credit registrava uma severa crise de liquidez, que impactou o setor bancário global. A compra do Credit Suisse pelo UBS envolveu cerca de US$ 3,3 bilhões, no dia 19 de março.
O jornal também informou que o Deutsche Bank, o Citigroup e o JPMorgan estariam se preparando para absorver parte dos profissionais que vão ser demitidos pelo UBS, principalmente gestores de patrimônio.
Como começou a queda do Credit Suisse
O Credit Suisse reportou prejuízo líquido de 1,39 bilhão de francos suíços (US$ 1,51 bilhão) no quarto trimestre de 2022, o quinto prejuízo trimestral consecutivo do banco. Além disso, as despesas do banco com litígios foi um fator que prejudicou os balanços em uma tentativa de recuperar suas contas. A instituição financeira acumulou cerca de US$ 4 bilhões em provisões de litígio desde 2020.
A queda do Credit Suisse impactou os demais bancos europeus, criando uma desvalorização generalizada no setor. Esse foi mais um caso do setor financeiro que impactou o mercado, logo após a quebra do Silicon Valley Bank (SVB) nos Estados Unidos.