A Unipar definiu no ano passado a meta de dobrar o tamanho da empresa até 2032. “Só com projetos orgânicos, com novas fábricas, a gente não vai chegar lá, então precisamos de um pedaço de aquisições”, disse o CEO.
Em junho, a Unipar fez uma proposta de compra pela Braskem, mas a oferta venceu e não foi renovada. “Para fazer uma nova proposta, teríamos de fazer um novo estudo e por enquanto avaliamos que não vale”, afirmou Russomanno.
Para 2024, o CEO da Unipar espera um ano desafiador se continuar o cenário atual de taxas de juros ainda altas no Brasil e no mundo, além da desaceleração na China. “Em 2023, houve uma desaceleração da construção civil por conta do custo alto de financiamento, isso gerou uma queda tanto no consumo de PVC quanto no valor insumo”, explica o CEO.
Economia verde
A Unipar também avalia entrar no mercado de venda de crédito de carbono no futuro com a produção de hidrogênio verde, segundo Russomanno. “Por conta da iniciativa de usar energia limpa, a gente começou a produzir hidrogênio verde para substituir o gás usado no aquecimento das caldeiras, na fábrica”, explicou o executivo. Em 2024, a empresa estima que vai produzir 40 mil toneladas de hidrogênio verde.
Russomano está otimista com o cumprimento do plano de sustentabilidade da Unipar. A empresa espera atingir a meta de redução de 10% da emissão de carbono ainda em 2024, com 100% de energia usada pela empresa vinda de fontes renováveis.