

A Vale (VALE3) informou na segunda-feira (1º) que Vera Marie Inkster apresentou sua renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração da empresa. Diante da manifestação, o colegiado está trabalhando em sua recomposição e, em momento oportuno, convocará uma Assembleia Geral para deliberar a respeito. O conselho esclarece também que está trabalhando na recomposição do Comitê de Auditoria e Riscos. O fato, no entanto, levanta preocupações de governança corporativa, na avaliação do Citi.
“Os acionistas da Vale são mais bem atendidos por um conselho independente, em nossa opinião. Ao mesmo tempo em que respeitamos o governo como uma parte interessada importante ao lado dos funcionários e das comunidades”, escrevem os analistas Alexander Hacking e Stefan Weskott, em relatório de atualização dos números da companhia.
O banco mantém a recomendação de compra para as ações da Vale, ao mesmo tempo em que espera que a liquidação da Samarco e da questão das concessões ferroviárias no segundo semestre do ano proporcione mais clareza sobre o fluxo de caixa livre (FCF) de curto prazo da companhia.
O preço-alvo foi revisado de US$ 16,5 para US$ 15 a ADR (recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas), o que significa um potencial de alta de 33,9% ante o fechamento de segunda-feira (1º).
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A previsão do Citi para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do segundo trimestre é de US$ 4,1 bilhões. Esse valor considera a produção de 77 milhões de toneladas de minério de ferro, queda de 3% na comparação com igual período do ano passado, devido a chuvas mais intensas no sistema Norte. Considera também embarques de 75 milhões de toneladas (/t) (+1%) e preço realizado de US$ 102/t (ligeiramente mais alto).
O custo deve ser maior no trimestre devido em parte à menor participação do Norte. Os metais básicos devem ser mais lucrativos em termos trimestrais, dados os preços mais elevados, na avaliação do banco.
Preços do minério de ferro para a Vale
Com relação aos preços do minério de ferro, a última previsão é de queda de aproximadamente 9%, para US$ 103/t média para o segundo semestre do ano, ante US$ 113/t antes, com possível redução de curto prazo para US$ 95/t devido a fundamentos mais fracos. Para 2025, a previsão permanece em US$ 100/t.
Para o ano, a estimativa do Citi para o Ebitda caiu cerca de 10%, para US$ 16,4 bilhões, devido à redução do minério de ferro e aos custos marginalmente mais altos, enquanto o Ebitda de 2025 caiu 1%, para US$ 17,2 bilhões.
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