

As ações da Vale (VALE3) caíram 0,92% nesta terça-feira (5), cotadas a R$ 72,85. O Ibovespa, por sua vez, encerrou em valorização de 0,08%, aos 126.903,25 pontos.
No dia, a empresa recuou influenciada por movimento macro. O fechamento do minério de ferro em queda e baixa perspectiva do PMI chinês puxaram as ações da companhia.
O preço da commodity no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para janeiro de 2024, fechou em queda de 1,31%, cotado a 907 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 127,03.
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Na China, apesar do avanço dos PMIs de serviços e composto à zona de expansão, acima da marca de 50, a Moody’s rebaixou a perspectiva do rating da segunda maior economia mundial, de estável para negativa, alertando para risco de piora fiscal do governo chinês em meio à necessidade ainda de apoio a governos locais após recorrentes medidas de apoio ao setor imobiliário e consumo ao longo do ano.
Nesta terça, a mineradora realizou seu Investor Day, atualizando suas estimativas envolvendo produção, componentes all-in, capex, compromissos com Brumadinho e Mariana, Ebitda, fluxo de caixa livre, e retorno de pipeline de projetos.
Logo antes do fechamento, a Goldman Sachs rebaixou o preço-alvo do papel da Vale após analisar o evento. O novo valor de US$ 18,5 é 5% menor que o anterior e ainda assim representa um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento de ontem.
Em relatório de comentários sobre o Vale Day, o Goldman afirma que alguns gatilhos específicos podem levar à melhoria operacional da empresa, como a conclusão do programa de segurança de barragens até o final de 2025; o acordo final relacionado ao acidente da Samarco, potencialmente no primeiro semestre de 2024; e a execução dos três principais projetos de minério de ferro para aumentar a produção e a qualidade do material, para entre o final de 2024 ao final de 2026.
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*Com informações do Broadcast