

O movimento da Vibra (VBBR3) de adquirir antecipadamente os outros 50% da Comerc, conforme anunciado na quarta-feira (21), reforça o posicionamento de longo prazo da empresa a medida que aumenta sua exposição às fontes renováveis e avança em sua estratégia de se tornar uma plataforma multienergia, avalia o Itaú BBA.
Em relatório, a instituição financeira afirma que, por outro lado, o anúncio pode gerar preocupações entre os investidores, que esperavam que a Vibra se concentrasse em aumentar os retornos para os acionistas por meio de recompras e dividendos. Os analistas ponderam, no entanto, que a empresa afirmou que manterá a política de pagamento de dividendos de 40%.
Eles avaliam que a decisão de antecipar a aquisição, que inicialmente era prevista para 2026 a 2028, mitiga riscos. Lembraram ainda que a iniciativa não exigirá uma nova assembleia de acionistas porque o custo de aquisição está abaixo do limite de R$ 9,34 bilhões aprovado para a transação na assembleia geral extraordinária em agosto de 2022.
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A expectativa é que as sinergias possibilitadas pela operação sejam totalmente desbloqueadas dentro de um período de dois anos após o fechamento, que está previsto para o primeiro trimestre de 2025.