A última sessão da semana começa em meio a tensões geopolíticas e a disparada de mais de 3% do petróleo, refletindo os ataques de forças militares dos Estados Unidos e Reino Unido a alvos de militantes do grupo Houthi, que atua no Iêmen e tem o apoio do Irã, dias após uma série de ataques a navios no Mar Vermelho, o que inviabilizou uma das principais rotas comerciais globais.
Contudo, apesar de uma pressão inflacionária vinda dos combustíveis em função deste desdobramento, o que se vê são bolsas em alta na Europa e sinais tímidos de valorização entre os índices futuros de Nova York nesta sexta-feira (12), ainda sob a perspectiva de início de cortes de juros nas duas regiões.
Em outros mercados, o dólar opera perto da estabilidade ante outras moedas fortes e os preços futuros do minério de ferro despencaram mais de 3% em Cingapura, na sexta queda em sete dias, com a deterioração das perspectivas de demanda reduzida antes do período da pausa do Ano Novo Lunar da China no próximo mês.
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O ambiente externo sugere um dia positivo para o Ibovespa. O EWZ, principal Exchange Traded Fund (ETF) brasileiro negociado no exterior subia levemente no pré-mercado. A agenda local, por outro lado, não apresenta nada muito relevante, o que pode limitar o apetite a risco.
Agenda econômica
Brasil: Destaque apenas para o fluxo cambial da semana passada (14h30).
EUA: O índice de preços ao produtor (PPI) será divulgado ainda pela manhã (10h30). Depois, durante à tarde, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central estadunidense) de Minneapolis, Neel Kashkari, participará de evento (13h). Além disso, Bank of America (BofA), Citi e JP Morgan dão início à temporada de divulgação dos balanços dos grandes bancos no quarto trimestre de 2023.
Europa: A produção industrial do Reino Unido cresceu 0,3% em novembro ante outubro de 2023, ficando abaixo da expectativa de alta de 0,5% no período. Na comparação anual, a produção industrial britânica teve queda de 0,1% em novembro. Apenas a produção manufatureira aumentou 0,4% em novembro ante outubro e mostrou expansão de 1,3% em relação a um ano antes.
China: O índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 0,3% em dezembro, na terceira queda consecutiva, enquanto o PPI recuou 2,7% no mesmo período, o 15º declínio seguido. Além disso, as exportações subiram 2,3% em dezembro ante igual mês do ano passado, depois de subirem 0,5% em novembro, superando a expectativa de alta de 1,8%. Também no confronto anual, as importações chinesas avançaram 0,2% em dezembro, após queda de 0,6% em novembro, levemente acima da expectativa de estabilidade.
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