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O pregão terminou com forte aversão ao risco nos mercados globais. O aumento das tensões no Oriente Médio e o temor de uma escalada ainda maior no conflito intensificaram o movimento de busca por proteção, levando as Bolsas de Nova York a renovarem mínima, encerrarando o dia com quedas próximas a 1%. O Nasdaq teve queda mais forte e recuou 2,01%.
O petróleo seguiu volátil. O Brent, que pela manhã chegou a tocar a região de US$ 111 antes de devolver parte dos ganhos, voltou a pressionar expectativas de inflação e reforçou a leitura de que o tema “energia” volta ao centro das discussões de política monetária.
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As probabilidades de nova alta do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, voltaram a girar em torno de 40% para outubro, enquanto o ouro —que chegou a subir —virou para queda. Nesse ambiente, o dólar ganhou força no mundo e os Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) avançaram, refletindo o reposicionamento defensivo de investidores.
No Brasil, a piora lá fora contaminou os ativos locais ao longo da tarde. O Ibovespa intensificou as perdas e encerrou em queda de 2,25%, aos 176.219 pontos com giro financeiro de R$ 49,5 bilhões, acompanhando o mau humor global. O movimento foi amplificado pelo vencimento de opções, que adicionou volatilidade, e pelo desempenho fraco das blue chips (ações de empresas consolidadas com grande liquidez na Bolsa de valores), pressionadas pelo cenário externo adverso.
Na renda fixa, a curva de juros abriu de forma expressiva e voltou a incorporar um cenário de política monetária mais conservador. O petróleo mais caro reforçou preocupações inflacionárias, enquanto ruídos domésticos envolvendo o diesel contribuíram para o movimento. O câmbio também refletiu a busca por proteção: o dólar à vista renovou máxima e fechou cotado aos R$ 5,31 com valorização de 1,79%.
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