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Nesta segunda-feira (12), o viés da primeira sessão da semana foi positivo para os bolsas internacionais, embora o fôlego tenha sido limitado diante das tensões políticas envolvendo a autonomia da política monetária americana. As bolsas em Nova York fecharam em alta moderada, mas o suficiente para renovação de máximas do S&P500 e Dow Jones, acompanhadas por ganhos na Europa, enquanto o dólar perdeu força frente a moedas fortes, apesar do viés de alta dos rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano.
Entre as commodities, metais preciosos renovaram máximas e o petróleo avançou após recuperação ao longo da tarde, sustentado por expectativas de maior oferta e riscos geopolíticos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, apoiadas pelo setor de tecnologia.
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No Brasil, o Ibovespa destoou do movimento externo e encerrou o dia em leve queda (-0,13%) aos 163.150 pontos, com giro financeiro de R$ 18 bilhões, em meio a ajustes pontuais e menor apetite ao risco. No câmbio, o dólar avançou 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,37, pressionado por fluxos que mantiveram a moeda brasileira entre as emergentes de pior desempenho. Os juros futuros recuaram nos prazos médios e longos, refletindo alívio após a alta dos yields americanos e a leitura do Focus, que trouxe leve queda nas expectativas de inflação para 2026.
No campo comercial, investidores repercutiram sinais de avanço nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia, visto como potencial catalisador para setores como agronegócio, papel e celulose, proteína animal e indústria automotiva, que podem ampliar exportações no médio prazo.
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