As bolsas globais avançam nesta quinta-feira (15), apoiadas pela redução do temor geopolítico após sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã e pela indicação do presidente Donald Trump de que não pretende demitir Jerome Powell do comando do Federal Reserve, o banco central dos EUA. O movimento diminui a busca por ativos defensivos e impulsiona os mercados de risco.
Nesse ambiente, ouro e petróleo recuam mais de 2%, enquanto os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, e o dólar sobem, amparados por dados de atividade mais fortes nos Estados Unidos. Os pedidos de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado e o índice Empire State de atividade industrial surpreendeu ao avançar para 7,7 pontos, reforçando a resiliência da economia americana.
Em Wall Street, o setor de semicondutores lidera os ganhos no Nasdaq após resultados robustos da TSMC, a maior e mais avançada fabricante de chips do mundo, enquanto investidores seguem atentos aos próximos sinais do Federal Reserve sobre a trajetória dos juros.
No Brasil, o Ibovespa oscila próximo da estabilidade após ter renovado recorde histórico na sessão anterior, refletindo forças opostas. A queda do petróleo pressiona Petrobras (PETR3; PETR4), enquanto Vale (VALE3) sustenta o índice com revisões favoráveis nas expectativas de mercado.
No câmbio, o dólar recua frente ao real, apesar da volatilidade causada por ajustes técnicos e pela cautela em torno das liquidações extrajudiciais de corretoras pelo Banco Central. Nos juros futuros, o viés é de alta moderada, amparado pelo avanço dos Treasuries e pelo dado de varejo doméstico, que mostrou crescimento de 1% em novembro, acima das projeções. O número reforça a expectativa de corte gradual da Selic a partir de março, sem alterar a leitura de desaceleração da atividade.
Às 14h25, o Ibovespa operava próximo da estabilidade, com leve alta de 0,28%, aos 165.604 pontos. O dólar recuava 0,64% frente ao real, cotado a R$ 5,37.
Entre as ações do índice, o pregão é marcado por forte realização em Smartfit (SMFT3), que despenca após sinalizar dificuldades para expansão de margem em 2026. CSN (CSNA3) também figura entre as maiores baixas, em movimento de realização de lucros após a divulgação do plano de redução de endividamento.
No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) dispara após dados favoráveis de vendas de eletrodomésticos, enquanto Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3) cedem com a fraqueza do segmento de vestuário. Movida (MOVI3) lidera as altas do dia após divulgar lucro trimestral acima da projeção.
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