As bolsas internacionais avançam nesta segunda-feira (5), apoiadas por ações de tecnologia em Nova York e ganhos no setor de defesa, enquanto investidores digerem sinais mistos: tensões geopolíticas na América do Sul e dados fracos nos Estados Unidos.
O índice ISM de manufatura, que mede o nível de atividade da indústria nos Estados Unidos a partir de pesquisas com gestores de compras, caiu para 47,9 em dezembro, abaixo da expectativa de 48,4, reforçando preocupações sobre a atividade industrial americana e dando algum alívio aos Treasuries, títulos do tesouro americano, que recuam.
O petróleo sobe mais de 1% após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) manter a pausa nos aumentos de oferta, enquanto metais como cobre e minério de ferro sustentam preços firmes. Ouro e prata seguem valorizados como proteção, enquanto o dólar oscila frente a pares, refletindo busca por segurança e expectativa para o payroll, relatório mensal de empregos dos EUA, na sexta-feira.
No Brasil, a sessão é marcada por volatilidade: dólar e juros futuros alternam altas e baixas, com pressão maior na ponta longa da curva diante do aumento do prêmio de risco.
Às 14h20, o Ibovespa subia 0,78%, aos 161.795 pontos, enquanto o dólar recuava 0,26% frente ao real, cotado a R$ 5,41. O índice avança aquém das bolsas externas, limitado pelo recuo das petroleiras, que ignoram a alta do petróleo. Internamente, o Relatório Focus trouxe leve alta na projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, de 4,05% para 4,06%, enquanto manteve as estimativas para 2027 (3,80%) e 2028 (3,50%).
A Selic esperada para o fim de 2026 segue em 12,25%, e o câmbio projetado permanece em R$ 5,50.
Entre os componentes do Ibovespa, as petroleiras lideram as perdas: Brava (BRAV3) afunda mais de 6%, Petrobras (PETR3; PETR4) recua perto de 3% e Prio (PRIO3) cede, em meio à perspectiva de excesso de oferta e descontos no petróleo pesado.
Em contrapartida, bancos avançam, enquanto mineradoras e siderúrgicas sobem com a firmeza do minério de ferro e do cobre. No varejo, Smartfit (SMFT3) ganha fôlego com a entrada no IBRX 50, e GPA (PCAR3) recua após mudança na presidência.
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