
Ouça aqui o fechamento de mercado no Spotify
Os mercados acionários em Nova York fecharam em queda, pressionados por dados fracos de confiança do consumidor nos Estados Unidos e pela persistente incerteza sobre os rumos da política monetária americana.
Apesar da inflação medida pelo Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoa (PCE) ter vindo em linha com as projeções, os juros longos dos Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo norte-americano) avançaram, enquanto o dólar oscilou em meio à proximidade do feriado nos EUA.
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Na Europa, o viés negativo foi reforçado pela perspectiva de manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE9 e por rumores sobre aumento de impostos no Reino Unido, o que contribuiu para o desempenho mais fraco dos ativos na região.
Por aqui, O Ibovespa encerrou a última sessão de agosto em alta, sustentado pela expectativa de corte da Selic, mesmo diante de um cenário internacional mais cauteloso.
O principal índice da B3 se descolou do exterior e subiu 0,26% aos 141.422 pontos – sua nova máxima histórica de fechamento, impulsionado por ações de peso como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e bancos, que se beneficiaram de mudanças regulatórias. O giro financeiro da sessão foi de R$ 23 bilhões.
No câmbio, o dólar comercial subiu 0,29%, cotado a R$ 5,42, influenciado pela formação da Ptax e por preocupações fiscais.
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Entre os destaques do pregão, Raízen (RAIZ4) e Cosan (CSAN3) registraram forte valorização após anunciarem a venda de duas usinas em Mato Grosso do Sul, movimento que contribui para a desalavancagem das companhias.
O setor bancário também teve desempenho positivo, impulsionado pela equiparação regulatória entre fintechs e bancos, que reduz a assimetria competitiva. Já Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) tiveram comportamentos opostos após divergências contratuais no Uruguai.
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