
Na medida em que crescem os temores relacionados a uma recessão nos Estados Unidos, diante da guerra comercial deflagrada com a implementação das tarifas recíprocas de Donald Trump -que inclusive já resultaram em uma retaliação da China – os mercados seguiram em queda vertiginosa nesta sexta-feira (4) -o índice de volatilidade VIX, conhecido como o “termômetro do medo” em Wall Street, subiu quase 40%, atingindo o maior nível desde agosto de 2024.
Neste ambiente, de dúvidas e incertezas, os investidores acionaram o botão de pânico e intensificaram a busca por ativos considerados mais seguros, o que se reflete na forte queda dos rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano (Treasuries), em função da apreciação desses títulos.
Com esse pano de fundo, desde o início do dia os ativos brasileiros foram penalizados e, ao término do pregão, o Ibovespa registrava perdas de 2,96%, aos 127.256 pontos, em uma sessão que movimentou quase 50% a mais de recursos do que a média registrada no 1T25, com R$ 31,6 bilhões negociados.
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Nos demais mercados, o dólar se apreciou com intensidade, encerrando em alta de 3,68%, aos R$ 5,84, enquanto as taxas de juros futuras fecharam em queda em sua maioria –à exceção dos trechos mais longos, que avançaram hoje.
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