Os mercados internacionais atravessam a sessão com viés cauteloso, em meio à combinação de dados sólidos nos Estados Unidos e um ambiente de maior aversão ao risco devido às tensões geopolíticas recentes.
As bolsas de Nova York operam sem direção única, sustentadas principalmente pelo desempenho do setor de semicondutores, que se beneficia de resultados corporativos robustos e sinais de fortalecimento da cadeia ligada à inteligência artificial. No mercado de juros, os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam, enquanto o dólar mostra leve oscilação frente às moedas fortes.
As commodities seguem em destaque: o petróleo avança, apoiado por um cenário externo mais sensível, enquanto metais como ouro e minério de ferro realizam lucros após máximas recentes.
No Brasil, o principal foco do mercado foi o avanço acima do esperado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) de novembro, reforçando a leitura de atividade econômica resiliente. O dado pressionou a curva de juros futuros, com investidores revisando expectativas sobre o início e a intensidade do ciclo de cortes da Selic, o que trouxe impacto negativo sobre ativos mais sensíveis ao ciclo doméstico.
Às 14h45, o Ibovespa recuava 0,65% aos 164.493 pontos, penalizado por ações de bancos, varejo e consumo, embora encontre algum suporte no desempenho positivo das petroleiras, beneficiadas pela alta do petróleo. No câmbio, o dólar avançava 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,38, acompanhando o movimento externo e refletindo a busca por proteção em um ambiente de menor liquidez e maior cautela.
Entre as ações do Ibovespa, o destaque positivo recai sobre o setor de petróleo, com Petrobras (PETR3; PETR4) em alta após divulgar produção acima das metas e fortalecida também pelo avanço da commodity no mercado internacional. Em contraste, papéis cíclicos enfrentam pressão, afetados pela abertura da curva de juros após o IBC-Br mais robusto, o que impacta especialmente grandes bancos, varejistas e empresas de consumo discricionário.
O setor imobiliário também figura entre as maiores baixas, após prévias operacionais aquém das expectativas e preocupações com o ritmo de vendas. Já mineradoras e siderúrgicas acompanham o recuo do minério de ferro no exterior, enquanto casos pontuais, como Azul (AZUL54), refletem movimentos específicos ligados à reestruturação financeira.
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