As bolsas no exterior operam entre leves altas e estabilidade após um payroll (relatório de empregos) de janeiro acima do previsto, sugerindo mercado de trabalho ainda resiliente e reduzindo a probabilidade de cortes de juros já no curto prazo pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam e o dólar ganha fôlego contra pares desenvolvidos, enquanto o petróleo sobe mais de 1% em meio a tensões geopolíticas e expectativas de demanda firme sinalizadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Mesmo com a leitura mais cautelosa para política monetária nos EUA, o apetite por risco segue presente e há sinais de continuidade do fluxo para emergentes. Em Nova York e Europa, os ganhos são moderados, refletindo esse balanço entre atividade forte e juros possivelmente mais altos por mais tempo.
Aqui no Brasil, o Ibovespa renova máximas intradiárias, impulsionada por blue chips (ações de grandes empresas) e por entradas de capital estrangeiro; o índice chegou a superar 190 mil pontos. Petrobras (PETR3; PETR4) ajuda o movimento com petróleo em alta e números robustos de produção e vendas, enquanto Vale (VALE3) avança apoiada pelo fluxo, a despeito de minério de ferro praticamente estável.
Às 14h40 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 2,39%, aos 190.544 pontos.
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No câmbio, o real se fortalece acompanhando o maior interesse por ativos locais e o diferencial de juros, com a comunicação de gradualismo do Banco Central contribuindo para ancorar expectativas. Na curva, os Depósitos Interfinanceiros (DIs) curtos e médios recuam levemente e a parte longa fica mais estável, refletindo a alta dos Treasuries.
Entre as ações da B3, Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3) lideram ganhos após balanços: na primeira, o lucro volta ao positivo com Lucros Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) acima do esperado e novo programa de recompra; na segunda, o lucro normalizado salta e o anúncio de compra de 51% da I‑Systems reforça a tese operacional. Petrobras soma alta com Brent firme e produção recorde recente, enquanto Vale acompanha o fluxo apesar de minério praticamente estável.
Os grandes bancos avançam com humor favorável e percepção de entrada de capital externo. Eneva (ENEV3) recupera parte das perdas na expectativa de ajustes nos tetos do leilão de reserva de capacidade; Klabin (KLBN11) reage a EBITDA estável e volumes resilientes, ainda que o lucro trimestral tenha recuado. No lado oposto, Smart Fit (SMFT3) cede após mudanças na gestão, enquanto Braskem (BRKM5) sobe com a aprovação de um regime tributário de transição para a indústria química, que melhora a perspectiva de competitividade.
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