O Ibovespa interrompeu em março a sequência de fortes altas observada nos meses anteriores e se afastou do limiar dos 200 mil pontos, na esteira dos efeitos da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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O Ibovespa interrompeu em março a sequência de fortes altas observada nos meses anteriores e se afastou do limiar dos 200 mil pontos, na esteira dos efeitos da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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Olhando para frente, Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos, aponta que o pior erro que os investidores podem cometer em abril é fazer “trade de guerra”. Ou seja, mexer no portfólio para incluir empresas que supostamente não seriam afetadas pelos conflitos geopolíticos e tirar outras com potencial de impacto negativo.
A falta de visibilidade é um dos principais fatores que tornam precipitado esse tipo de movimentação. As apostas vão em direção a um confronto de curta duração, com o presidente dos EUA, Donald Trump, encerrando o levante para não perder eleitores. Isto porque os impactos da guerra já são sentidos em solo norte-americano na forma de aumento dos preços dos combustíveis, em função do comprometimento do tráfego de navios que levam barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
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Por outro lado, se este cenário-base não se consolidar e o mundo assistir ao prolongamento das tensões geopolíticas, as consequências para os mercados financeiros globais podem ser muito maiores – algo que ainda não está no preço. Por ora, não é recomendado mudar a estratégia.
“Muitas vezes, não fazer nada é melhor do que fazer”, diz Gardimam, em entrevista exclusiva ao E-Investidor.
O economista-chefe da Ágora também aconselha a evitar conclusões simples, como, por exemplo, de que a Petrobras (PETR3; PETR4) se “beneficiaria” do conflito pela alta dos preços do petróleo. “Guerra é guerra, tem uma enormidade de fatores negativos. Ocorre um clássico choque de oferta, podendo levar, se não for temporária, a uma estagflação.”
A principal carteira recomendada da Ágora para abril, a “Top 10”, traz as empresas Allos, Axia, BTG Pactual, Copasa, Cyrela, Itapu, Petrobras, Suzano, Vale e Vibra. A única mudança no portfólio foi a saída da Sabesp e a entrada da Copasa. Para quem gosta de dividendos, os papéis escolhidos são Allos, Caixa Seguridade, Isa Energia, Itaúsa e Tim.
Em relação à renda fixa, a Ágora vê oportunidades no Tesouro Selic e em títulos atrelados à inflação, após a escalada das taxas no início do mês. “Faz sentir uma parte pequena da carteira em IPCA+, e os pós-fixados são extremamente atrativos”, diz Gardimam.
Veja a entrevista completa:
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