Os mercados lá fora operam em compasso mais defensivo, com as bolsas americanas sem viés único, impactadas pela manutenção das tensões geopolíticas e pelo petróleo perto de US$ 100, reacendendo receios de pressão inflacionária. Com isso, o dólar se fortalece e os yields dos Treasuries, títulos do tesouro americano, avançam.
As Bolsas da Europa também exibem direção mista, enquanto o ganho das petroleiras atenua quedas em alguns índices. As preocupações com gargalos na oferta via Estreito de Ormuz persistem, o que sustenta prêmio de risco em energia.
Na agenda econômica, indicadores preliminares de atividade (PMIs) na Europa e nos EUA mostraram perda de fôlego, e dirigentes do Federal Reserve, banco central dos EUA, reforçaram uma postura cautelosa, postergando a precificação de cortes. Em síntese, o apetite por risco recua e o dólar global encontra terreno favorável.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Por aqui, o Ibovespa opera próximo dos 182 mil pontos, com apoio das exportadoras de commodities. Em relação à agenda econômica, pela manhã foi divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que preservou a mensagem de continuidade do ciclo, sem pré‑indicar magnitude dos próximos passos, reforçando dependência de dados. Contudo, os juros futuros sobem ao longo da curva, acompanhando também o movimento do dólar, que opera em alta de 0,35% aos R$ 5,26.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, as petroleiras lideram os ganhos, com Petrobras (PETR3; PETR4) avançando mais de 3% na esteira do Brent em alta, enquanto bancos recuam. Cíclicas e varejistas mostram viés negativo. Construção civil perde fôlego apesar de ajustes favoráveis no Minha Casa, Minha Vida. Entre os casos pontuais, Movida (MOVI3) e Even (EVEN3) recuam após divulgação de resultados.
Publicidade
Publicidade