O movimento veio após declarações do ex-presidente Donald Trump de que Washington e Teerã teriam iniciado conversas para encerrar hostilidades. O Irã nega que qualquer negociação esteja em andamento, mas fontes indicam que o líder supremo Mojtaba Khamenei teria aprovado conversas mediadas por Omã, com o Parlamento iraniano como interlocutor, o que mantém a tensão e a volatilidade no mercado.
Na B3, as ações do setor encerraram majoritariamente em alta. A Petrobras subiu 2,51% nas ações ordinárias (PETR3) e 2,69% nas preferenciais (PETR4), com a eleição para o conselho fiscal no radar, que inclui os nomes de Domenica Eisenstein Noronha e Ricardo Henrique Baras, além do pagamento de R$ 219,2 milhões à Pré-Sal Petróleo S.A., após revisão da jazida de Sapinhoá aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Quanto as demais petroleiras, Prio (PRIO3) subiu 2,53% a R$ 67,63, e a Brava (BRAV3) avançou 1,94%, a R$ 17,84, enquanto a PetroReconcavo (RECV3) encerrou em leve valorização de 0,07% a R$ 13,09.
Impactos sobre câmbio, cenário internacional e Selic
O aumento do preço do petróleo, combinado à alta dos juros globais e à tensão geopolítica, mantém o mercado de câmbio volátil. O Banco Central projeta que futuros passos na calibração da Selic poderão incorporar efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio sobre os preços domésticos. Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, primeira redução desde maio de 2024.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou esta terça-feira em alta de 0,28%, a R$ 5,2553, acumulando valorização de 2,36% frente ao real em março.
Na Europa, os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da Alemanha, zona do euro e Reino Unido recuaram levemente, mas permanecem acima de 50, indicando expansão da atividade. Nos Estados Unidos, o PMI de serviços caiu de 51,7 em fevereiro para 51,1 em março, abaixo da previsão de 52,0, enquanto o PMI industrial subiu a 52,4. A atenção segue voltada ao Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo global de petróleo, o que mantém elevada a percepção de risco e a volatilidade nos mercados.
*Com informações da Broadcast