As bolsas no exterior seguem em tom positivo nesta quarta-feira (25), embaladas por expectativas de arrefecimento das tensões geopolíticas, ainda que os sinais de negociação permaneçam divergentes. O petróleo aprofunda a correção — o Brent cede cerca de 3%–4% e volta a ser negociado abaixo de US$ 100 — aliviando parte do prêmio de risco recente. Nesse ambiente, os rendimentos dos Treasuries recuam e o dólar mostra comportamento contido frente pares, enquanto ouro e prata sobem mais de 3%.
Na B3, o Ibovespa acompanha o mercado externo e orbita na faixa dos 185 mil pontos, com ganhos disseminados e sinais de entrada de capital estrangeiro nas blue chips, maiores ações do índice. A queda do petróleo, somada ao alívio lá fora, favorece a curva de juros com os Depósitos Interfinanceiros (DIs) longos recuando.
No câmbio, o dólar à vista devolve parte das altas recentes. No pano setorial, bancos e mineração ajudam a sustentar o índice, enquanto o bloco de petróleo/derivados opera de forma mista com a queda da commodity. Com isso, perto das 15h o Ibovespa subia cerca de 1,76% aos 185.727 pontos, enquanto o dólar recuava 0,73% cotado aos R$ 5,22
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Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia é de rotação pró-risco: bancos sobem de forma coordenada (Itaú, Bradesco, BB, BTG e Santander) e cíclicas/consumo e construção lideram os ganhos, com nomes como MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Magazine Luiza (MGLU3), C&A (CEAB3), Vivara (VIVA3), Vamos (VAMO3), Yduqs (YDUQ3) e Cogna (COGN3) entre as altas.
A queda do Brent pesa sobre produtoras independentes — Prio (PRIO3) figura entre as poucas quedas — e limita o ímpeto de Petrobras (PETR3; PETR4), que oscila perto da estabilidade.
Vale (VALE3) avança apesar do recuo do minério de ferro no exterior, reforçando o tom de apetite por liquidez. No noticiário corporativo, Localiza (RENT3) e Allos (ALOS3) ganham tração após anunciarem proventos relevantes, enquanto Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) repercutem a informação de aumento de participação por investidor institucional.
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