A sessão do mercado financeiro lá fora começa com apetite seletivo por risco: o dólar perde fôlego enquanto investidores aguardam dados de emprego e inflação nos EUA, mantendo Treasuries, títulos do tesouro americano, sem direção única nesta segunda-feira (9). O iene ganha tração após o desfecho eleitoral no Japão e o euro encontra suporte com mudanças no comando do banco central francês, em meio a expectativas por sinais de política monetária na semana.
Na ponta das commodities, a cotação do minério de ferro encerrou em queda em Dalian, enquanto em Cingapura subiu, e o petróleo opera no campo positivo, motivos que ajudam a sustentar índices europeus e emergentes, enquanto o ouro segue demandado em cenário de “tensões geopolíticas”. Notícias de reequilíbrio de carteiras internacionais — com reguladores na China aconselhando menor exposição a Treasuries — reforçam a rotação de fluxos para fora dos EUA.
No Brasil, o real se valoriza com entrada de fluxo comercial e financeiro, em dia de dólar globalmente mais fraco e commodities em alta. Sinais do Banco Central (BC) de que um ciclo de cortes da Selic será gradual preservam um diferencial de juros atraente e ajudam a ancorar o câmbio.
O Tesouro reabre a janela externa com novas emissões (2036 e 2056), o que alivia prêmios na parte longa dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), enquanto os vértices curtos rondam a estabilidade.
O Ibovespa hoje opera em alta de 1,28%, ao redor de 185 mil pontos por volta das 14h30 e o dólar à vista testa mínimas intradiárias próximas de R$ 5,19. A combinação de fluxo estrangeiro e commodities favorece blue chips (ações de grandes empresas consolidadas), ao passo que a curva de juros perde inclinação antes de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), amanhã, e agenda de dados no exterior.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia é de fôlego para exportadoras e bancos de grande porte, enquanto BTG Pactual recua apesar do sólido resultado do 4T25. Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) recebem suporte do bom humor com o Brasil e do viés positivo de petróleo.
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