Os principais índices em Nova York e na Europa operam no campo negativo, com investidores reavaliando riscos em tecnologia/IA e a temporada de resultados, enquanto aguardam Produto Interno Bruto (PIB) e índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA — dados que podem redefinir o compasso de cortes do Federal Reserve, o banco central dos EUA. O apetite a risco é contido por tensões geopolíticas no Oriente Médio, que, por outro lado, sustentam os preços do petróleo com altas próximas de 2% no dia.
Nesse pano de fundo, os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, e o dólar avançam, refletindo cautela antes dos indicadores americanos. A liquidez mais fraca em metais com o feriado na China pesa nas mineradoras globais, enquanto algumas varejistas e mineradoras reagem a balanços e guidance (projeções).
Na B3, o Ibovespa vira para alta, puxado por petróleo/óleo & gás e pelos grandes bancos, ainda com leitura de fluxo estrangeiro favorável. No câmbio, o dólar recua contra o real em meio a entradas comerciais pós-feriado e ao diferencial de juros que mantém o carry trade (estratégia baseada no diferencial de taxas de juros entre países) atrativo, a despeito de o índice DXY, que mede a força do dólar, estar firme lá fora. Para os juros futuros, a curva inclina: a ponta longa acompanha a alta dos Treasuries e a oferta ainda robusta nos leilões do Tesouro, enquanto os vértices curtos ficam mais ancorados.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No macro local, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) caiu menos do que o consenso em dezembro, reforçando a ideia de desaceleração gradual e de um ciclo de cortes da Selic mais parcimonioso, o que também ajuda o real.
Às 15h10, o Ibovespa subia 1,23% aos 188.311 pontos, enquanto o dólar cedia 0,22% cotado aos R$ 5,22.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, Petrobras (PETR3 PETR4) e pares do segmento de petróleo avançam na carona do Brent em alta, favorecendo o índice; bancos também firmam ganho com percepção de fluxo externo para ativos locais.
Do lado negativo, Azul (AZUL53) despenca após aprovar um aumento de capital expressivo, enquanto Raízen (RAIZ4) volta a cair e ronda mínimas históricas recentes em meio a incertezas sobre a estrutura de capital. Vale (VALE3) recua com a liquidez reduzida do minério durante feriado na China, ao passo que Natura (NTCO3) avança após anunciar avanço na simplificação corporativa com a venda de operação na Rússia.
Publicidade
Publicidade