
A decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas retaliatórias elevadas a economias como China (34%), Japão (24%) e União Europeia (20%) aumentou a percepção de risco de uma desaceleração na economia americana. Isso enfraqueceu o dólar, derrubou os juros futuros e provocou uma forte queda nas bolsas ao redor do mundo. Segundo uma ferramenta de monitoramento, o mercado aumentou a aposta em uma maior flexibilização monetária pelo Fed, e a probabilidade de um corte acumulado de 1 ponto percentual em 2025 ganhou força (31,7%), seguida de perto pela redução de 0,75 ponto percentual (30,5%).
No Brasil, a leitura é de que o país é beneficiado por uma tarifa mais branda de 10%, trazendo alguma resiliência para o Ibovespa – que por volta das 13h35 operava próximo da estabilidade (0,04%) aos 131.242 pontos. Na carteira do índice, a forte queda do petróleo (quase 5%) pesa sobre as petroleiras, enquanto as mineradoras e empresas do setor de celulose recuam em meio à expectativa do impacto das tarifas americanas na China. Por outro lado, o forte recuo dos juros futuros beneficia os demais setores, com destaque principalmente para as elétricas e empresas do setor imobiliário. No câmbio, o dólar recuava 1,63% frente ao real, cotado a R$ 5,61.
Confira todos os vídeos e podcasts diários produzidos pela Ágora Investimentos.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Publicidade