A expectativa de permanência de juros altos nos Estados Unidos, reforçada por um aumento maior que o esperado nas vendas do varejo do País, deu novo impulso aos juros dos Treasuries nesta segunda-feira (15). O indicador dos EUA apontou alta de 0,7% em março sobre fevereiro, ante estimativa de 0,4% e após dado do mês anterior revisado para cima, de 0,6% para 0,9%.
Apesar do cenário tecnicamente ruim, os índices de Nova York trabalhavam mistos no início da tarde, também em movimento de recuperação à sessão de sexta-feira (12), em meio à leitura mais benigna sobre o episódio do fim de semana no Oriente Médio. A menor probabilidade na escalada das tensões geopolíticas, inclusive, permitia queda de mais de 1% do petróleo, após renovar máximas em cinco meses dias atrás.
Por outro lado, o minério de ferro teve nova alta nesta madrugada em Dalian, na China – desta vez de 2,18% – a partir de possíveis medidas de estímulo no país, além de um certo otimismo com a divulgação do PIB chinês do primeiro trimestre à noite. Já o cobre atingiu o maior preço desde 2022 diante de restrições adotadas pelos Estados Unidos e Reino Unido para exportações da commodity pela Rússia. Na Europa, o fechamento das bolsas foi misto, sem direcionadores de destaque.
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Por aqui, em adição à influência exercida pelos Treasuries, os juros futuros disparam em meio à expectativa de mudança da meta fiscal do próximo ano, que será divulgada na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) às 16h30.
No entanto, apesar do clima de maior aversão ao risco, o Ibovespa inicia a tarde próximo da estabilidade. Às 13h47, o principal índice da B3 caia 0,18% aos 125.718 pontos, com ações cíclicas sendo fortemente penalizadas pelos juros futuros, enquanto os ativos ligados a commodities avançam – sobretudo os relacionados ao minério de ferro. No câmbio, o dólar tem forte alta frente ao real, de 1,28% cotado a R$ 5,19.
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