
O anúncio oficial de novas tarifas dos EUA sobre automóveis produzidos em outros países e a promessa do presidente americano Donald Trump de ampliar tarifas frente a eventuais retaliações azedaram o humor dos mercados internacionais nesta quinta-feira, com queda generalizada entre as principais bolsas da Ásia, Europa e índices de Nova York. Em paralelo, dados econômicos nos Estados Unidos mantiveram o mercado dividido sobre as apostas para corte de juros pelo Fed em 2025, mas não evitaram nova adição de prêmios aos vencimentos médios e longos dos Treasuries.
Por aqui, após cinco sessões seguidas de alta, os juros futuros passam por correção e caem, ecoando o resultado abaixo do esperado do IPCA-15 de março (0,64% na leitura mensal vs. estimativa de 0,68%). Com isso, a curva voltou a apontar alta de 0,5pp como o cenário mais provável em maio, com menos chances de uma elevação mais intensa, de 0,75pp. Em meio à essa percepção de que a alta da Selic não fugirá muito do que já estava precificado e na contramão dos mercados internacionais, o Ibovespa inicia o período da tarde em alta firme. Por volta das 13h45, o principal índice da B3 subia 0,88% aos 133.682 pontos, enquanto o dólar operava estável em relação ao real (+0,08%), cotado a R$ 5,74.
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