Os mercados internacionais operam com volatilidade e viés negativo nesta terça-feira, reagindo à divulgação do CPI americano de junho. Embora os dados tenham vindo em linha com as expectativas, a alta do núcleo da inflação e os discursos cautelosos de dirigentes do Federal Reserve mantêm as incertezas sobre o início do ciclo de cortes de juros. Nesse ambiente, os rendimentos dos Treasuries avançam com força e o dólar se valoriza globalmente. Em Wall Street, o desempenho positivo das ações de tecnologia, lideradas pela Nvidia, contrasta com a cautela imposta pela escalada da guerra comercial. No velho continente, o sentimento foi mais negativo após a União Europeia sinalizar possíveis retaliações às tarifas americanas, enquanto o petróleo estendeu as perdas da véspera.
No Brasil, o Ibovespa recua pressionado pelo desempenho fraco das ações de commodities, em meio a preocupações com a demanda chinesa e os desdobramentos da política tarifária americana. O dólar chegou a cair frente ao real, impulsionado pela perspectiva de flexibilização monetária nos EUA e avanços nas negociações sobre o IOF, mas voltou a subir no início da tarde. Os juros futuros apresentam viés de alta nos vértices mais longos, acompanhando o movimento dos Treasuries, enquanto investidores acompanham as reuniões do Governo com o setor produtivo e o impasse fiscal. Por volta das 13h45, o Ibovespa recuava 0,47%, aos 134.668 pontos, com destaque negativo para Vale e Petrobras, enquanto o dólar caía 0,18%, cotado a R$ 5,58.
Na carteira do Ibovespa, o dia é marcado por forte pressão sobre os papéis ligados a commodities, com destaque para a Vale, que recua diante dos temores de desaceleração global. O setor siderúrgico acompanha o movimento, com perdas em CSN, Gerdau e Usiminas. A MRV lidera as quedas após divulgar geração de caixa abaixo do esperado, apesar de números operacionais positivos. Já a Petrobras recua após o Ibama negar licença para nova fase de exploração no pré-sal. Em contrapartida, a Embraer avança com a expectativa de negociações tarifárias, enquanto São Martinho se valoriza após firmar acordo com a Raízen.
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