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Os mercados globais encerraram a sessão sem direção única, em um dia marcado pela cautela antes dos dados de emprego e inflação nos Estados Unidos. Wall Street terminou com sinal misto, enquanto o dólar perdeu força e os rendimentos dos Treasuries recuaram após indicadores mais fracos de varejo reforçarem a percepção de desaceleração econômica.
Entre as commodities, o petróleo oscilou em movimentos técnicos, ainda sensível a tensões geopolíticas, ao passo que os metais preciosos recuaram. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, enquanto os pregões europeus exibiram desempenho misto.
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No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro até veio próximo das estimativas na variação mensal, mas trouxe uma leitura menos benigna em termos qualitativos com a inflação de serviços ainda rodando em patamares elevados e núcleos mostrando pouca melhora. As preocupações com o processo de desinflação continuam e o debate atual é qual a velocidade do ciclo de ajuste monetário.
A curva doméstica chegou a sentir pressão ao longo da manhã e só se estabilizou com o recuo dos Treasuries e a acomodação do câmbio, enquanto o leilão do Tesouro ocorreu sem gerar estresse adicional.
Na B3, o Ibovespa encerrou ligeiramente negativo (-0,17%) aos 185.929 pontos, com giro financeiro de R$ 28 bilhões, em sessão de ajustes após a forte véspera; Vale (VALE3) teve contida oscilação negativa, enquanto Petrobras (PETR3) ficou levemente positiva com o petróleo em alta moderada. No câmbio, o dólar avançou 0,17%, cotado a R$ 5,20, em movimento de correção antes dos dados norte-americanos.
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