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A sessão desta segunda-feira (6) terminou com volatilidade lá fora, em um pregão de retomada após o feriado que manteve as bolsas mundiais fechadas na sexta-feira. Os investidores repercutiram os desdobramentos no Oriente Médio e sinais de que o fluxo no Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial) pode estar se normalizando, o que ajudou a reduzir parte do prêmio de risco ao longo do dia.
Nesse contexto, Donald Trump voltou a fazer comentários sobre o Irã, com imposição de prazos e ameaças de recrudescimento das tensões geopolíticas, citando dificuldades de comunicação nas negociações. Apesar da liquidez reduzida, com as bolsas europeias fechadas devido ao feriado, as bolsas americanas encerraram em alta, com o dólar e os Treasuries, títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, alternando sinais.
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No Brasil, o Ibovespa acompanhou o tom mais cauteloso do exterior e encerrou o dia próximo da estabilidade (0,06%) aos 188. 162 pontos, com um giro financeiro R$ 18,5 bilhões, após alternar entre ganhos e perdas ao longo do pregão. O dólar terminou em leve baixa frente ao real, caindo 0,26% cotado aos R$ 5,15, em linha com o comportamento da moeda no exterior e com as idas e vindas do petróleo.
Já os juros futuros fecharam mistos na curva, com investidores calibrando expectativas com declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e revisão de projeção de inflação para cima na Pesquisa Focus por mais uma semana.
Entre as commodities, o petróleo voltou a concentrar as atenções e fechou em alta, acompanhando a melhora do humor com notícias sobre Ormuz, mas ainda sob influência do noticiário de tensões geopolíticas.
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