O petróleo voltou a subir e manteve o clima de cautela nos mercados internacionais, com receios sobre oferta elevando a volatilidade e pressionando bolsas na Europa e em Wall Street.
O avanço das commodities energéticas impulsionou os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) e reforçou o dólar frente às principais moedas, em meio à percepção de que a inflação global tende a permanecer mais resistente.
Com isso, o mercado adiou novamente as apostas para a retomada dos cortes de juros nos Estados Unidos, fortalecendo a leitura de juros elevados por mais tempo e sustentando o tom defensivo nos ativos de maior risco.
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No Brasil, o Ibovespa encerrou em queda, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram diante da busca global por proteção. O índice recuou 2,55%, aos 179.284 pontos, com giro financeiro de R$ 35 bilhões. No câmbio, o dólar avançou 1,61%, cotado a R$ 5,24,em linha com o fortalecimento externo da moeda americana.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro acima do esperado reforçou a percepção de pressões mais disseminadas e reduziu o espaço para cortes mais agressivos da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Nesse contexto, ações sensíveis ao ciclo de juros ficaram entre as mais pressionadas, e a curva de rendimentos voltou a ajustar prêmios ao longo da sessão.
Com o cenário externo adverso e a leitura doméstica de inflação mais resistente, prevaleceu um tom de maior cautela no mercado brasileiro do início ao fim do pregão.
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