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Os mercados internacionais encerraram o pregão em tom positivo, à medida que os investidores minimizaram os ruídos no Oriente Médio e concentraram atenção na redução do prêmio de risco global. Mesmo com as tensões geopolíticas ainda no radar, prevaleceu a leitura de menor probabilidade de choques de oferta, o que levou a uma forte correção nos preços de energia.
Nesse contexto, o petróleo Brent recuou mais de 10%, enquanto o dólar perdeu força no exterior e os Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) fecharam em baixa, apoiando o avanço das bolsas na Europa e nos Estados Unidos. A sessão também contou com a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (banco central americano), que reforçou a cautela em relação à inflação, mas não foi suficiente para alterar o comportamento dos principais ativos globais.
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A queda expressiva do petróleo estimulou uma rotação setorial, com pressão relevante sobre empresas de energia e melhor desempenho de segmentos mais sensíveis a juros e crescimento econômico.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou o bom humor externo, avançou 2,09% e renovou a máxima histórica de fechamento, aos 192.201 pontos, em um pregão marcado por forte giro financeiro, próximo de R$ 41,6 bilhões. Apesar do impacto negativo da queda do Brent sobre as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), o índice foi sustentado principalmente por papéis do setor financeiro e de commodities metálicas.
No câmbio, o real se valorizou diante do dólar, que recuou 1,01% e encerrou cotado a R$ 5,10, em linha com o enfraquecimento da moeda americana no exterior.
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