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Os mercados globais iniciaram a sessão sob tom defensivo, diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da alta do petróleo, com o Brent acima dos US$ 100, incorporando um prêmio de risco maior. Esse cenário manteve os investidores cautelosos ao longo da manhã, com volatilidade elevada e busca seletiva por proteção.
Na parte da tarde, porém, o movimento foi revertido. Notícias sobre a possível retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã, incluindo a expectativa de uma nova reunião antes do fim do cessar-fogo, reduziram a percepção de escalada imediata do conflito e ampliaram o apetite ao risco.
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Com isso, as bolsas em Nova York viraram para o positivo, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) fecharam em baixa, refletindo a reprecificação do risco inflacionário em um ambiente menos defensivo.
No Brasil, o Ibovespa acompanhou a melhora do sentimento global. Após abrir pressionado, o índice encontrou suporte nas commodities e ganhou tração no fim do pregão, renovando máxima histórica intradiária e encerrando com alta de 0,34%, aos 198.001 pontos. A curva de juros doméstica seguiu o movimento externo e virou para baixo no fechamento, enquanto o dólar encerrou em queda de 0,29%, aos R$ 4,99.
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