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Ibovespa hoje chega aos 197 mil pontos: Hapvida (HAPV3) sobe 13,05% e Azzas (AZZA3) tomba 10,88%

Com recorde pelo terceiro dia consecutivo, Ibovespa ignora cautela externa e é impulsionado por forte fluxo estrangeiro e valorização de blue chips

Por Ana Ayub

10/04/2026 | 20:24 Atualização: 10/04/2026 | 20:24

Ibovespa ignora ambiente externo cauteloso e renova máxima histórica. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa ignora ambiente externo cauteloso e renova máxima histórica. (Imagem: Adobe Stock)

O Ibovespa hoje fechou em alta, em linha com o otimismo local e o forte fluxo estrangeiro, mesmo diante de um ambiente externo mais cauteloso. Nesta sexta-feira (10), a principal referência da B3 terminou em valorização de 1,12% aos 197.323,87 pontos, renovando recorde pelo terceiro dia seguido na semana, depois de oscilar ao longo da sessão. O volume negociado foi de R$ 33,5 bilhões.

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Com o cenário geopolítico ainda indefinido, os mercados seguem reagindo à fragilidade do cessar-fogo e ao fluxo no Estreito de Ormuz, em meio às expectativas pelas negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão, previstas para este fim de semana. Ainda assim, a bolsa brasileira se descolou do exterior, sustentada principalmente por um movimento de rotação global e forte entrada de capital estrangeiro. “A bolsa brasileira segue sendo sustentada principalmente pelo fluxo estrangeiro. O investidor externo tem se beneficiado da valorização cambial, já que entrou com o real mais depreciado e vem ganhando também com o movimento da moeda”, avalia Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

Negociado no exterior, o petróleo voltou a oscilar com intensidade, refletindo a falta de direção clara do mercado diante das incertezas geopolíticas. O WTI para maio fechou em queda de 1,33% a US$ 96,57 o barril. Já o Brent para junho cedeu 0,75% a US$ 95,20 o barril. “O mercado ainda opera com cautela enquanto não houver um acordo mais claro envolvendo Estados Unidos e Irã, o que mantém os investidores mais inseguros”, acrescenta Bresciani.

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Apesar da queda da commodity, as ações de petroleiras avançaram na B3, beneficiadas por fatores domésticos. A Petrobras (PETR3; PETR4) subiu 2,49% nas ações ordinárias e 2,36% nas preferenciais. Entre outros destaques positivos, Vale (VALE3) avançou 1,06%, enquanto bancos e empresas de utilities também registraram ganhos, acompanhando o fluxo estrangeiro.

No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março veio acima das expectativas e chamou a atenção dos investidores. O índice registrou alta de 0,88% no mês, superando o teto das projeções do mercado, enquanto a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,14%. A surpresa foi puxada principalmente pelos preços de combustíveis, com destaque para a gasolina, refletindo o impacto do petróleo no cenário global. Apesar da leitura mais pressionada, parte do mercado avalia que, em caso de normalização das commodities energéticas, há espaço para desaceleração da inflação nos próximos meses, embora o dado reforce uma postura mais cautelosa do Banco Central no curto prazo.

Em Nova York, os principais índices apresentaram desempenho misto: o Dow Jones caiu 0,56%, o S&P 500 recuou 0,11% e o Nasdaq subiu 0,35%. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu ao maior nível em dois anos, pressionada pelos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio, o que trouxe cautela aos mercados.

O dólar hoje fechou em baixa de 1,03% cotado a R$ 5,0115, atingindo o menor nível desde abril de 2024. “O dólar reagiu a expectativas mais favoráveis no cenário externo e ao fluxo positivo para o Brasil, mesmo com o impacto de um IPCA mais elevado, que influencia a curva de juros”, afirma Bruno Perri.

As maiores altas do Ibovespa hoje

As três ações que mais valorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Pão de Açúcar (PCAR3) e Engie (EGIE3).

Hapvida (HAPV3): 13,05%, R$ 13,25

As ações da Hapvida (HAPV3) registraram a maior alta do Ibovespa, com alta expressiva de 13,05%, a preço de 13,25. O papel acrescenta aos ganhos de 22,50% que acumula na semana, o melhor desempenho da carteira Ibovespa no acumulado, até aqui. “O movimento reforça foco em unidades mais rentáveis e melhora a qualidade do portfólio da Hapvida”, diz o analista Rafael Passos, sócio da Ajax Asset.

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A HAPV3 está em alta de 38,76% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 60,33%.

Pão de Açúcar (PCAR3): 4,78%, R$ 2,19

Outro destaque positivo foi o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), com alta de 4,78% a R$ 2,19.

Os papéis estão em queda de 17,74% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 41,40%.

Engie (EGIE3): 4,64%, R$ 36,06

As ações da ENGIE (EGIE3) também se destacaram no pregão de hoje, obtendo valorização de 4,64%, a R$ 36,06.

A ENGIE3 acumula alta de 11,20% no mês. No ano, avançou 34,36%.

As maiores quedas do Ibovespa hoje

As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Azzas (AZZA3), Usiminas (USIM5) e Sid Nacional (CSNA3).

Azzas (AZZA3): – 10,88%, R$ 20,80

Os papéis da Azzas (AZZA3) sofreram a pior queda do Ibovespa hoje e despencaram 10,88% a R$ 20,80. Na abertura da sessão, o papel avançou mais de 2% com elevação na recomendação do Citi, mas caíram ao longo do pregão. A menor disposição ao risco penaliza os ativos mais sensíveis ao ciclo da economia.Ações de empresas ligadas ao varejo, imobiliário e consumo seguem dominando os destaques negativos nesta hora final dos negócios

A AZZA3 está em queda de 19,07% no mês. No ano, acumula baixa de 17,33%.

Usiminas (USIM5): – 6,12%, R$ 7,21

Outro destaque negativo do pregão foram as ações da Usiminas (USIM5), que na última sessão configuraram a maior alta do dia, com valorização de 6,08%. Nesta sexta-feira (10), os papéis caíram 6,12%, a R$ 7,21.

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A USIM5 avançou 7,73% no mês. No ano, acumula uma alta de 36,02%

CSN (CSNA3): 5,45%, R$ 6,42

Em linha com as outras ações, a Sid Nacional (CSNA3) fechou em baixa de 5,45% a R$ 6,42 no Ibovespa hoje.

A CSNA3 está em baixa de 11% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 22,61%.

*Com Estadão Conteúdo

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