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Nesta quarta-feira (11), as bolsas internacionais fecharam majoritariamente no campo negativo, com investidores acompanhando de perto as tensões geopolíticas que continuam a elevar o prêmio de risco das commodities energéticas.
O petróleo avançou de forma consistente mesmo após a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciar a maior liberação de reservas estratégicas de sua história —medida que alivia, mas não elimina, a pressão de alta nos preços. O Brent subiu cerca de 4%, enquanto o WTI avançou em ritmo semelhante.
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Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries continuaram em alta, reforçando a percepção de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, deve manter uma postura cautelosa na condução da política monetária, ainda que o CPI de fevereiro tenha vindo em linha com as expectativas do mercado.
No Brasil, Ibovespa fechou com alta de 0,28% aos 183.969 pontos, com giro financeiro de R$ 25,9 bilhões, em uma sessão novamente marcada pelo comportamento do petróleo no exterior. A forte valorização da commodity sustentou o bom desempenho das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que lideraram os ganhos e foram determinantes para a performance positiva do índice ao final do dia.
No câmbio, o dólar à vista encerrou o dia próximo da estabilidade (+0,03%), cotado aos R$ 5,16, refletindo tanto a tração das commodities quanto a influência externa.
Na curva de juros, o ambiente internacional também ditou o tom: petróleo mais caro e Treasuries em alta reduziram as apostas em cortes mais agressivos da Selic nas próximas reuniões, com o mercado inclinando-se para um ajuste de 0,25 pp, embora 0,50 pp siga no radar. No campo macro local, as vendas no varejo de janeiro surpreenderam positivamente, mas o impacto nos preços dos ativos foi limitado diante dos choques de energia.
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