Nos EUA, o dia foi de perdas para as bolsas americanas. A queda dos índices evidenciou a preocupação dos investidores com o aumento da inflação. Pesou também nos negócios a notícia de que o presidente americano pediu uma análise da Comissão Federal do Comércio sobre possível “conduta ilegal” de grandes empresas de petróleo e gás que estão elevando os preços da gasolina para os consumidores. Com isso, o petróleo encerrou o dia em queda próxima de 3%, com brent e WTI
abaixo de US$ 80/barril. O tombo do petróleo enfraqueceu o desempenho das moedas de
economias emergentes e, no caso do real, os fatores internos acentuam o movimento. Assim, o
dólar vs. real fechou em alta de 0,45%, cotado aos R$ 5,52.
O dia também foi de perdas para as commodities metálicas. No Brasil, os investidores continuaram adotando uma postura defensiva. As indefinições com relação à PEC dos precatórios, cujo próximo passo seria a votação no Senado, pesaram nos negócios. O líder do governo na casa, Fernando Bezerra Coelho, disse que se houver alteração no texto, o projeto voltará para a Câmara. Esse hipótese não seria bem recebida pelo mercado, dada a possibilidade de ainda mais atraso na votação do tema e, consequentemente, da agenda econômica do governo. Assim, ao final do pregão, o Ibovespa encerrou aos 102.948 pontos, com queda de 1,39%. Entre os setores, destaque negativo para as ações de maior volatilidade e que sofrem mais com a perspectiva de aumento de juros, incluindo Banco Inter e Locaweb. O varejo e construção civil também seguem sendo pressionados.