Já nos Estados Unidos, os índices futuros das bolsas de Nova York operam em alta, bem como os juros dos Treasuries. Os investidores estão na expectativa pela divulgação da inflação ao consumidor nos EUA, que se tiver uma aceleração forte, provavelmente pode indicar um aumento do ritmo da retirada de estímulos (tapering) pelo Federal Reserve, após a reunião de política monetária de dezembro.
Entre as commodities, os contratos futuros de petróleo ganharam força e voltam a subir, após caírem durante a madrugada, mas o fôlego é limitado por incertezas com a variante ômicron do coronavírus e preocupações geopolíticas. No cenário doméstico, o exterior misto deve dividir as atenções na abertura com o IPCA de novembro, que deve orientar as apostas para a Selic. Na Bolsa, a prorrogação da desoneração da folha de pagamento por mais dois anos, aprovada pelo Senado na quinta-feira (9), deve ter repercussão positiva.
Agenda econômica 10/12
Brasil: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro é o destaque da agenda. A mediana do mercado indica desaceleração a 1,10% em novembro, de 1,25% em outubro.
O Banco Central faz leilão de até 15 mil contratos de swap cambial (US$ 750 milhões) em rolagem do vencimento de fevereiro.
EUA: A divulgação da inflação ao consumidor (CPI) está programada para 10h30, e a do índice de sentimento do consumidor preliminar de dezembro, às 12h.
Europa: O índice de preços ao consumidor (CPI) da Alemanha subiu 5,2% em novembro ante igual mês do ano passado. O resultado marca o mais acelerado avanço anual da inflação alemã desde junho de 1992.