• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

CEO brasileira quer provar que investir em diversidade gera lucro

Para Luana Ozemela, da DIMA Consultoria, discussão ainda está ligada ao risco reputacional, não à mudança real

Por Luíza Lanza

20/01/2022 | 15:01 Atualização: 20/01/2022 | 15:15

Ozemela é CEO da DIMA Consultoria, que tenta aproximar empresas e investidores do Brasil e do Catar. Foto: Divulgação
Ozemela é CEO da DIMA Consultoria, que tenta aproximar empresas e investidores do Brasil e do Catar. Foto: Divulgação

“Não é filantropia”, afirma Luana Ozemela, CEO da DIMA Consultoria, doutora em economia e professora pesquisadora de gênero e políticas públicas da universidade Hamad Bin Khalifa, da Fundação do Qatar. Em entrevista ao Canal Um Brasil da FecomercioSP, como parte da série UM BRASIL e BRASA EuroLeads, a empresária e ativista fala sobre ESG e o espaço que criou para mostrar ao mercado que investir em diversidade não dá só visibilidade e impacto social, mas gera lucro.

Leia mais:
  • BlackRock e a aliança entre ESG e o capitalismo
  • ESG: Gestores não aceitam abrir mão dos lucros
  • Equidade, diversidade e inclusão: uma questão moral ou econômica?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

“Eu não falo em aumentar a representatividade. Eu falo em capitalizar nas diferenças que essa diversidade traz. A diversidade racial e toda a diversidade de experiências e pensamentos que aquela pessoa traz para dentro da empresa, e o que isso pode impactar em desempenho financeiro”, afirma.

Tema cada vez mais presente no mercado, a pauta de ESG – sustentabilidade, social e governança – está mais ligada à visibilidade das empresas do que mudanças reais no sistema financeiro, explica Ozemela. “A discussão precisa uniformizar as interpretações da sigla ESG, abraçando principalmente no pilar S, o tema social, de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento”, afirma.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Na visão de Ozemela, o sistema financeiro já avançou muito nas questões de sustentabilidade, no entanto, apesar dessa discussão estar mais presente, ainda não é uma prioridade. “Eu não diria que o sistema financeiro está atrasado, porque, para estar atrasado, primeiro é preciso tomar a decisão de fazer algo. E, na minha visão, o sistema financeiro ainda faz algo pelo tema somente por causa do risco reputacional”, pontua.

Um relatório recente da London Stock Exchange mostrou que mais de 90% dos investidores no mercado financeiro não aceitariam reduzir o retorno financeiro da empresa em troca de gerar impacto social. O que move o investidor no sistema financeiro é o risco e não o potencial que diversidade e equidade tem de gerar retorno nas carteiras.

“O lado bom é que as empresas estão começando a enxergar e aceitar que existe uma diferença, mas ainda não entendem e nem conseguem traduzir de forma concreta o que essa diferença poderia estar impactando no seu desempenho”, diz a CEO.

Roots funding

Nascida em uma família de ativistas e militante do movimento negro na juventude, Ozemela diz não lembrar em quando não pensou no tema do empoderamento econômico da população negra – para ela, um dos principais pilares para promover a mobilidade social e eliminar as desigualdades raciais estruturais do País.

A empresária passou sete anos no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), liderando empréstimos para que bancos públicos pudessem criar fundos de investimentos para indígenas. Decepcionada por não ter recebido nesse período uma solicitação de financiamento voltada ao desenvolvimento da população negra, Ozumela passou a se aproximar mais da iniciativa privada.

Publicidade

Em 2015, à frente do Inova Capital, o Programa de Apoio a Empreendedores Afro-Brasileiros do BID, a empresária começou a perceber que o mercado também não estava preparado para a diversidade racial. Havia dificuldade de enxergar o potencial dos empreendimentos feitos por pessoas negras, os gestores não queriam promover fundos específicos para essa população e não haviam investidores negros nos pitchs. O resultado: Ozemela lançou o programa, mas não foi possível lançar o fundo.

“No imaginário do setor financeiro, as pessoas negras estavam vendendo cocada na beira da praia, não à frente de empresas de tecnologia. O programa que era para lançar o fundo com a iniciativa privada, se tornou um programa para desmistificar esse viés”, conta.

Quatro anos depois, a economista e CEO decidiu ir atrás dos parceiros certos e construir esse fundo por conta própria. Assim nasceu o Roots Funding, um fundo de US$ 30 milhões de private equity voltado para investimento em empresas criadas por negros, mulheres, LGBTQIA+ e indígenas.

“Foi um processo longo, hoje estamos no período de capitalização. Queremos ter um efeito demonstrativo para o mercado financeiro. Mostrar que é possível ter rentabilidade investindo em empreendedores diversos”, afirma Ozemela.

Relação com o Catar

Ozemela também é CEO e fundadora da DIMA, uma consultoria de investimentos internacionais baseada no Catar. Única mulher brasileira registrada no Qatar Financial Centre, o centro financeiro de Doha, Ozemela enxerga o negócio como uma ponte entre iniciativas de empresas brasileiras e latino-americanas com o país árabe.

Publicidade

“O Catar busca empresas dispostas a levar seus recursos financeiros para dentro do país, para criar empregos. E nós nos demos conta que havia aí uma oportunidade de levar empresas para o Catar, de aumentar essa reciprocidade”, explica. Para a CEO, a relação diplomática entre os países se enfraqueceu, apesar de o Brasil não ter saído do radar do país, que investe em empresas brasileiras e tem participações ativas em licitações do bloco petrolífero. E é esse espaço que a DIMA trabalha para reduzir, visto que os dois países já são parceiros comerciais.

Dados do Comex Stat, o portal de estatística de comércio exterior do governo federal, mostram que, em 2021, o Brasil exportou US$ 284,3 milhões para o país árabe, em produtos como carnes de aves e bovina, alumina e motores e máquinas não elétricas. Do outro lado, importou do Catar fertilizantes, óleos combustíveis de petróleo, e alumínio, totalizando uma negociação de US$ 789,3 milhões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Diversidade
  • Environmental Social and Governance (ESG)
  • Fundos de investimento
Cotações
03/04/2026 5h57 (delay 15min)
Câmbio
03/04/2026 5h57 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Banco do Brasil sofre com agro, mas guerra no Irã pode virar o jogo; e os dividendos?

  • 2

    Inédito: Estadão lança treinamento virtual que alia inteligência fiscal na prática à construção de patrimônio

  • 3

    Carteiras recomendadas: com R$ 51 bilhões de fluxo, estrangeiros ditam o tom da Bolsa brasileira em abril; veja as escolhas de bancos e corretoras para este mês

  • 4

    Ibovespa hoje encerra estável ante incertezas; ameaça de Trump ao Irã faz petróleo disparar

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Onde solicitar o seguro-desemprego?
Logo E-Investidor
Onde solicitar o seguro-desemprego?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado: quanto tempo a família tem para resolver o problema?
Imagem principal sobre o Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Logo E-Investidor
Bolsa Família bloqueado? Entenda o que acontece se situação não for resolvida no prazo
Imagem principal sobre o O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Logo E-Investidor
O número do PIS não apareceu na Carteira de Trabalho Digital? Entenda o que pode ser
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: quais alunos do ensino médio podem sacar R$ 1.000 no fim do ano?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: por quanto tempo o benefício pode ficar bloqueado?
Imagem principal sobre o 5 documentos que aposentados devem ter em mãos para conseguir sacar o FGTS
Logo E-Investidor
5 documentos que aposentados devem ter em mãos para conseguir sacar o FGTS
Imagem principal sobre o Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Logo E-Investidor
Salário-maternidade do INSS: onde realizar a solicitação do benefício?
Últimas: Comportamento
1º de abril: quais as mentiras que te contam sobre empreender?
Comportamento
1º de abril: quais as mentiras que te contam sobre empreender?

Estudo global coloca o Brasil entre os países com maior espírito empreendedor, mas especialistas alertam as maiores barreiras para o sucesso

01/04/2026 | 08h54 | Por Ana Ayub
Moody’s: conflito prolongado no Oriente Médio pode gerar impactos globais no crédito
Comportamento
Moody’s: conflito prolongado no Oriente Médio pode gerar impactos globais no crédito

Segundo relatório, a agência destaca que um cenário de perturbação prolongada manteria a energia cara e pressionaria cadeias de suprimento

31/03/2026 | 15h10 | Por Pedro Lima
Correr pode melhorar sua vida financeira? Disciplina do exercício já muda decisões com dinheiro
Comportamento
Correr pode melhorar sua vida financeira? Disciplina do exercício já muda decisões com dinheiro

Pesquisa da Creditas, em parceria com a Opinion Box, analisa saúde física e sucesso financeiro dos brasileiros

31/03/2026 | 13h24 | Por Igor Markevich
Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026
Comportamento
Brasileiro quer guardar dinheiro, mas não consegue: cansaço e falta de rotina travam finanças em 2026

Pesquisa da Creditas divulgada nesta terça-feira (31) mostra que a maioria das pessoas no País inicia 2026 sob pressão simultânea nas finanças e na saúde mental

31/03/2026 | 10h00 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador