Nos EUA, os mercados acionários, que já operavam no terreno negativo por conta da perspectiva de altas mais agressivas de juros no país, reforçadas pelo dado recente de inflação ao consumidor (CPI) americano, acentuaram a queda, em meio ao aumento das tensões geopolíticas. Durante à tarde, informações de que o presidente da Rússia teria decidido invadir a Ucrânia resultaram em ampliação das perdas das bolsas e mínimas dos juros dos Treasuries, num claro movimento de busca por segurança, traduzido ainda pelo fortalecimento do dólar. Dessa forma as bolsas em Nova York fecharam em baixa, com Nasdaq recuando 2,81%.
O Ibovespa operou em alta durante boa parte do pregão, descolado do exterior, chegando próximo aos 115 mil pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras e do setor financeiro, em um ambiente de fluxo positivo para o mercado brasileiro. Porém, com o aumento da aversão ao risco em função da escalada das tensões geopolíticas, o Ibovespa reduziu drasticamente a alta e o dólar a queda ante o real. E os juros futuros tocaram as máximas.
Assim, o principal índice da bolsa brasileira fechou com alta de 0,18%, aos 113.572 pontos com giro financeiro de R$ 45,3 bilhões. O dólar frente ao real fechou próximo da estabilidade (+0,01%) cotado a R$ 5,24. Na agenda econômica local da próxima semana, serão conhecidos o IGP-10 e a segunda prévia do IGP-M. No exterior, o destaque fica por conta da ata do FOMC e do resultado do PIB do quarto trimestre da zona do Euro.