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Comportamento

Por que parece tão estranho voltar ao escritório?

Depois de dois anos de isolamento, o retorno ao trabalho presencial tem sido um show de estranhamento

Por E-Investidor

03/05/2022 | 17:30 Atualização: 03/05/2022 | 17:30

Com a retomada das atividades presenciais, as pessoas estão tendo dificuldades de se adaptarem a uma rotina que era normal até antes da pandemia - Foto: Envato Elements
Com a retomada das atividades presenciais, as pessoas estão tendo dificuldades de se adaptarem a uma rotina que era normal até antes da pandemia - Foto: Envato Elements

(Taylor Telford, The Washington Post) – Recentemente, Katherine, consultora de um banco de investimentos em Nova York, se encontrou com um colega pela primeira vez. Ele tentou cumprimentá-la com um “soquinho” quatro vezes naquele dia.

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“Ele ficou, tipo, ‘Claro que sim! Isso é ótimo, Katherine!’ e me cumprimentou com um soquinho. ‘Beleza, vejo você mais tarde!’ e mais um soquinho. ‘Ok, estou indo embora!’ e outro soquinho”, disse ela. “Na quarta vez, eu olhei para ele e falei algo como, ‘Sério?’, e ele parou por aí.”

Mas ela acabou cumprimentando-o com um quarto soquinho.

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Desde 11 de abril, uma média de 43% dos trabalhadores nos Estados Unidos retornou aos escritórios em dez dos principais centros de negócios, entre eles Nova York, Chicago, Los Angeles e D.C., de acordo com dados monitorados pela Kastle Systems. No final de dezembro, durante o surto causado pela variante Ômicron, a ocupação média era de apenas 17,5%.

O aumento gradual da ocupação dos escritórios está alcançando um marco importante conforme a pandemia se atenua no país, um sinal de que estamos tentando retomar de onde paramos. Mas os reencontros com colegas, as vendas de biscoito por escoteiras de porta em porta e os carregadores de celular antigos esquecidos vieram acompanhados por sentimentos de insegurança.

Alguns trabalhadores estão voltando para as mesmas mesas, mas não conhecem mais seus colegas. Outros estão indo para os escritórios pela primeira vez, pois foram contratados quando tudo funcionava de modo remoto.

Katherine, que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome para falar abertamente em relação a seu empregador, voltou a trabalhar no escritório em fevereiro. Ela ainda chama seus colegas de trabalho de “amigos da Internet”. Eles se conheceram pelo Zoom, mas quando se encontram pessoalmente, têm a sensação de nunca terem se visto.

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Após semanas de “coexistência” e de perguntar a si mesma “Eu conheço você?”, quando estava em contato com eles, Katherine, 26 anos, começou a se esforçar para se apresentar aos colegas.

“As pessoas ficam tão animadas às vezes quando você diz ‘oi’ e as conhece pessoalmente, mas elas não sabem como agir”, afirmou. “Todo mundo se aproxima de forma desajeitada, mas gentil.”

Por mais excepcionais e transformadores que tenham sido os últimos dois anos, os trabalhadores tinham passado por experiências semelhantes até agora. As empresas fecharam seus prédios e adotaram o trabalho remoto por necessidade e em conjunto nas fases iniciais da pandemia. Mas à medida que o vírus recua e as empresas são forçadas a traçar seus próprios rumos, estamos neste “estranho estado liminar” que apresenta um grau ainda maior de incerteza, disse Andrew Knight, professor de comportamento organizacional da Universidade de Washington em St. Louis.

“Na minha opinião, estamos de fato vendo dificuldades muito maiores no lado humano, já que as pessoas estão tentando descobrir exatamente quais serão as novas rotinas e as organizações estão lutando para se adaptar às novas convicções das pessoas em relação ao trabalho”, disse Knight ao Washington Post.

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Estar próximo de outras pessoas parece cansativo. Trocar a flexibilidade por qualquer coisa obrigatória dá a sensação de retroceder. Antigas rotinas tornaram-se estranhas e desgastantes: vestir-se e se deslocar para ir ao trabalho, fazer ligações na frente de colegas, lidar com desentendimentos com chefes no banheiro ou escolher um lugar no refeitório da empresa. E as coisas novas são ainda mais estranhas, como ir se arrastando para o trabalho só para participar de reuniões por Zoom em um escritório vazio.

As redes sociais estão repletas de publicações a respeito das experiências nada cor-de-rosa de encontrar colegas pessoalmente, desde o contato físico indesejado até gases.

“Minutos atrás, no meu primeiro dia de volta ao escritório desde 11 de março de 2020, a mulher ao meu lado no tribunal soltou gases barulhentos – muito barulhentos – três vezes”, uma pessoa tuitou na semana passada. “Já estou com saudades do trabalho remoto.”

Quando você está no mesmo ambiente que seus colegas, “agora, de repente, vocês têm de entrar em acordo sobre suas preferências”, disse Knight, em relação a escolhas que vão desde a temperatura no escritório ao protocolo de usar máscara ou não, o que dá espaço a “pequenas fontes de atrito” que podem se agravar.

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Barbara Holland, consultora de RH da Sociedade de Gestão de Recursos Humanos dos EUA (SHRM, na sigla em inglês), disse que um dos passos mais básicos para criar um ambiente confortável no cenário atual é “garantir que as pessoas que estão muito confortáveis fiquem cientes de que talvez os demais não estejam se sentindo da mesma forma”.

Parte disso pode ser registrado em políticas – como exigências de uso de máscara, vacinação e distanciamento social –, mas, invariavelmente, haverá uma curva de aprendizado, disse Barbara.

Ela mesma sentiu isso enquanto se adaptava às formas de cumprimentar seus colegas. Ela já tentou o abraço à distância, o tchauzinho e o cumprimento com cotovelo, mas às vezes, não tem escolha a não ser dar um aperto de mão.

“Normalmente, se a pessoa hesita, eu retiro minha mão bem rápido e digo “Opa, me desculpe – força do hábito’”, disse Barbara. Mas ela sabe que não está sozinha nesses altos e baixos do retorno às velhas rotinas.

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“Há muitas pessoas que ainda dão apertos de mão”, disse Barbara. “Vai ser difícil acabar completamente com esse hábito para alguns.”

Nitya Chawla, professora de administração da Universidade Texas A&M, pesquisou a respeito da ansiedade dos trabalhadores no início da pandemia.

Naquela época, eles lidavam com medos que estavam muito relacionados a pegar covid-19. No entanto, dois anos depois, conforme mais empresas chamam seus trabalhadores de volta aos escritórios, as ansiedades passaram a ser relacionadas com coisas que costumavam ser comuns, disse Nitya, como bater papo sobre qualquer coisa que não seja covid-19 ou como se vestir para ir trabalhar.

“Estivemos imersos em uma mentalidade muito diferente”, disse Nitya. “Agora, a sensação é mais ou menos como ‘Meu Deus, esquecemos como interagir?’”

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O festival de interações entre pessoas que costuma acontecer nos escritórios agora parece demais para muitos. Pesquisas mostram que os inconscientes cálculos e ajustes que fazemos quando estamos perto de outras pessoas – monitorando nossos pensamentos, sentimentos, modo como nos comunicamos e reagindo de forma adequada – é “extremamente exaustivo”, disse Nitya.

Katherine percebeu uma grande diferença entre seus colegas que se formaram e começaram a trabalhar remotamente e aqueles “que sabiam como era o mundo real”. Ela está tentando ajudar, oferecendo conselhos em relação a coisas que ela acreditava serem de conhecimento geral: veja o que você deve fazer com as mãos durante uma reunião. Direcione sua atenção para a pessoa que está fazendo a apresentação. Faça anotações, faça contato visual. Não leve lanchinhos. Não fique olhando seu celular.

“Eles literalmente não sabem disso, o que é muito espantoso para mim”, disse Katherine. “Sei que não é uma situação fácil, mas eles estão aprendendo.”

Ela também já viu algumas escolhas de roupa “absurdas” entre grupos mais jovens. Recentemente, uma colega foi trabalhar com um conjunto xadrez semelhante ao usado pela personagem Cher no filme “As Patricinhas de Beverly Hills” e botas de caubói brancas.  Outra pessoa vestiu sua calça de moletom da Balenciaga na casual Friday.

“O que é isso?”, disse Katherine.“Ná há motivo para isso ser usado no trabalho em lugar algum.”

Seu próprio estilo mudou para priorizar praticidade e eficiência; “tudo precisa ter uma boa aparência e ser super confortável.” Ela reduziu a quantidade de maquiagem usada para que “seja finalizada em cinco minutos”. E percebeu a tendência de poupar energia de forma mais generalizada, não apenas em si mesma, mas em seus colegas. Ela suspeita que seja porque as pessoas estão se sentindo mais sobrecarregadas pelas interações presenciais.

“No fim do expediente, quando antes pensávamos “Vamos comer ou beber algo, ou fazer outra coisa’, agora pensamos ‘Nossa, deixa eu ir para casa e cuidar da minha vida. Preciso de um tempo sozinho.’”

James Davitt entende Katherine. Por natureza, ele é “mais do tipo de cara que fica com fones de ouvido e de cabeça baixa”. Mas antes da pandemia, ele estava tentando mudar. Davitt conseguiu um emprego no setor de serviços financeiros em um pequeno banco em Connecticut e tentou ser extrovertido. Ele começou a dizer “oi” para mais pessoas e passar pelas mesas de seus colegas para bater papo.

Davitt, 27 anos, foi um dos primeiros a voltar ao escritório em meados de março, mas não sente a mesma vontade de socializar atualmente. Além disso, poucas pessoas costumam estar no escritório quando ele está por lá.

Quando ele tem que interagir com seus colegas de trabalho, parece um pouco estranho. Ele continua dando de cara com pessoas que foram contratadas durante a pandemia, cujos nomes ele não sabe. Depois, tem “a distância e os apertos de mão, aquelas diferenças sutis de interagir com as pessoas, o contato cara a cara”, disse Davitt.

“Não sei como eles se sentem em relação a isso”, disse Davitt. “Não sei pelo que eles passaram. Não sei se eles já contraíram [covid-19]. Há muitas incógnitas.” // TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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