O documento mostrou a geração de 390 mil novos postos de trabalho no mês, mais do que o esperado, junto a um avanço no salário médio dos trabalhadores e a manutenção da taxa de desemprego, em 3,6%. A princípio, esses números aumentam os receios dos investidores sobre uma eventual aceleração na alta dos juros do Federal Reserve (Fed) em suas próximas reuniões – mesmo que a autoridade monetária tenha dito considerar adequado o ritmo de 0,50 pp para os encontros de junho e julho.
Entre as commodities, o petróleo operava em leve alta no início da tarde, enquanto os preços do minério de ferro avançaram 0,57% durante a madrugada na China, fechando a semana cotado aos US$ 141,95 a tonelada e acumulando alta de 5,75% em relação à última sexta-feira.
No Brasil, além do impacto das praças internacionais, os indicadores da indústria nacional relativos ao mês de abril e a possibilidade de adoção de estado de calamidade, com o intuito de prover subsídios aos combustíveis, penalizaram o desempenho dos ativos de risco ao longo de toda a manhã – interrompendo, por ora, uma série de três pregões consecutivos de alta para o Ibovespa. Neste sentido, o principal índice da B3 tinha queda de 0,92%, aos 111.358 pontos ao redor das 13h50.
Entre os destaques corporativos da sessão, as ações de empresas altamente ligadas ao crescimento, tecnologia ou crédito lideraram as perdas, refletindo o ambiente de juros possivelmente mais altos à frente. Os ativos da Méliuz (CASH3), Magalu (MGLU3) e Yduqs (YDUQ3) lideravam as perdas.
Destaque também para a queda das ações ligadas à construção civil, depois que o Bradesco BBI rebaixou a recomendação da maior parte das ações do setor ao cortar cerca de 50% das projeções de lucro para esse ano. Na direção oposta, as ações da Petrobras, ordinárias e preferenciais, figuravam entre os maiores ganhos do Ibovespa, acompanhando o avanço nos preços internacionais do petróleo.