Além disso, na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o mercado digeriu dados econômicos da Alemanha mais fracos do que o esperado. A produção industrial alemã avançou 0,7% em abril na variação mensal, abaixo do consenso de mercado (+1%). Assim, as bolsas europeias encerraram em queda. Nos EUA, os investidores estão em compasso de espera pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI). Enquanto isso, a busca por proteção prevalece e é justificada pelos temores de estagflação no mundo.
O dia ainda foi marcado pela valorização da moeda americana, queda dos principais índices acionários e os rendimentos dos treasuries avançam. No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo encerram em alta, com os investidores digerindo os dados de estoques nos Estados Unidos.
No Brasil, além do exterior negativo, a persistente preocupação de investidores com o rumo das contas públicas, enquanto o governo luta para conter os preços dos combustíveis e os ruídos entre o executivo e o judiciário desestimularam a busca por risco.
Desta forma, a bolsa consolidou trajetória de baixa durante a tarde com perdas em Vale, siderúrgicas, Petrobras e bancos. Ao final do pregão, o índice era negociado aos 108.368 pontos, com queda de 1,55% e giro financeiro de R$ 22,4 bilhões.
O dólar vs. real, por sua vez, fechou em alta de 0,33%, cotado aos R$ 4,89. Na agenda desta quinta-feira, destaque para a decisão do BCE e para a divulgação do IPCA de maio no Brasil. Quanto ao BCE, é esperado que a instituição mantenha os juros inalterados, mas sinalize o fim das compras de ativos e abra caminho para aumento nas taxas básicas de juros na reunião de julho.